Entidade quer curso têxtil funcionando em Maringá
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 1998
Marcos Zanatta 
O Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindivest), quer que o curso de engenharia têxtil da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que funciona em Goioerê, seja transferido para Maringá. O curso é um dos menos procurados pelos candidatos nos últimos vestibulares. O presidente do Sindivest, Valdir Antonio Scalon, diz que o curso em Maringá atenderia a formação de profissionais para as indústrias da região, que carecem de mão-de-obra especializada.
Para isso, explica Scalon, seria necessário uma reavaliação do currículo do curso. O reitor da UEM, Luiz Antonio de Souza, adianta que é favorável à proposta, que já foi ventilada em outras ocasiões. Será preciso, no entanto, analisar e discutir a proposta pelo Centro de Tecnologia da UEM (CTC) afirma. O diretor do CTC, Mauro Ravagnani, concorda com a abertura de vagas do curso para Maringá. Mas alerta sobre a necessidade de garantia do espaço físico para abrigar o curso. O campus de Maringá não possui estrutura para novas turmas.
Segundo Ravagnani, é importante também que o curso de engenharia têxtil tenha um departamento, o que garantiria maior autonomia e até a abertura da possibilidade de discussão do currículo. O reitor acrescenta que o curso vem se estruturando em Goioerê, mas a UEM ainda não solicitou o reconhecimento porque falta estrutura, principalmente equipamentos. Sem o mínimo necessário não temos chances de reconhecer o curso, informa.


