Entidade quer ambulatório no Terminal Urbano
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segunda-feira, 18 de abril de 2005
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A Federação das Associações de Moradores e Entidades Civis Organizadas de Londrina (Famecol) encabeça uma campanha para instalação de um ambulatório médico no Terminal Urbano de Transporte Coletivo. Segundo o presidente da Famecol, Osvaldir Gomes de Oliveira, o contingente de usuários que circula pelo local e a frequência de mal súbitos e acidentes registrados justifica o pedido. ''O terminal tornou-se pequeno para o volume de pessoas que dependem dele. Essa é a primeira condição para a ocorrência de acidentes'', afirmou.
De acordo com Alex José Luciano, supervisor de transportes da CMTU, em 2004 aconteceram 227 casos de mal súbito (desmaios, por exemplo) e 34 acidentes (quedas) no local. A maioria das ocorrências envolvia pessoas com mais de 60 anos. ''Dispomos de algodão, gase, mercúrio e outros medicamentos de primeiros-socorros utilizados em situações corriqueiras. No caso de quedas, preferimos que o Samu realize os procedimentos'', disse Luciano.
O apoio à idéia é unânime entre funcionários e usuários do Terminal, que recebe cerca de 150 mil pessoas/dia. Nos últimos três anos, o cobrador Miguel Rodrigues presenciou várias ocorrências médicas, como desmaios, convulsões e até paradas cardíacas. 'Enquanto o atendimento não chega, contamos com a colaboração de algum enfermeiro ou auxiliar que regularmente passam por aqui'', completou.
Na opinião da doméstica Maria Martins e da aposentada Joana Sardi, que frequentam o terminal diariamente, um ambulatório seria muito útil. ''No verão é muito comum encontrar alguém com problema de pressão'', lembrou Joana, que é voluntária no departamento de saúde da Epesmel.
A sugestão da Famecol é que a prefeitura busque parceria com as concessionárias de transporte coletivo e universidades. ''Estamos dispostos a colaborar, até porque 1.100 funcionários nossos trabalham naquele local'', garantiu José Carlos de Lima, gerente administrativo da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL).
A Famecol pretende coletar assinaturas em todos os terminais de transporte coletivo e apresentá-lo ao poder público.


