A direção do Aeroclube Regional de Maringá quer administrar o Aeroporto Gastão Vidigal que será desativado no próximo dia 26, quando começa a operar o Aeroporto Regional de Maringá. A proposta será discutida amanhã com o prefeito José Claudio Pereira Neto (PT) e secretários municipais. A idéia é manter no Gastão Vidigal os vôos executivos e aproveitar o espaço para as atividades aerodesportivas e de instrução do aeroclube.
O novo aeroporto começa a operar no próximo dia 26. O primeiro pouso previsto, às 0h08, será do avião que faz a linha São Paulo-Maringá, da empresa Interbrasil.
De acordo com o diretor do Aeroclube Regional de Maringá, Jonas Lourenço, a cidade tem capacidade para manter dois aeroportos. Além disso, ele prevê dificuldades para conciliar os vôos de instrução oferecidos pelo aeroclube no Aeroporto Regional. ‘‘Como a expectativa é de que o novo aeroporto passe a operar com aviões maiores, podendo se transformar inclusive em aeroporto de carga, será difícil manter os vôos de instrução, já que eles são mais lentos e podem prejudicar os vôos das grandes aeronaves’’, justifica.
Conforme o projeto do aeroclube, além de administrar os vôos particulares e de instrução, a estrutura do Gastão Vidigal também poderá ser aproveitada para a criação de um museu da aviação. ‘‘É uma forma de resgatar parte da história da cidade’’, diz. Considerado o segundo mais importante aeroclube do País na década de 60 e 70, o Aeroclube de Maringá ficou desativado por aproximadamente 15 anos e voltou às atividades há quatro anos. Atualmente, o Aeroclube Regional de Maringá é o quarto do Sul do País em formação de piloto. Trata-se de uma entidade homologada pelo Ministério da Aeronáutica e, por isso, conforme Lourenço, estaria habilitado a administrar o Aeroporto Gastão Vidigal. ‘‘Independente de qualquer coisa, manter o Gastão Vidigal é fundamental porque trata-se de um patrimônio histórico’’, ressalta.
Pelo menos cinco projetos já foram apresentados para o velho aeroporto, entre eles a transformação da área em um centro cívico, o loteamento dos cerca de 20 alqueires que originalmente pertencem à Companhia Melhoramentos, ou o projeto apresentado pelo governador Jaime Lerner (PFL), do ‘‘Aeroparque’’. Pela proposta de Lerner, o espaço seria destinado a prática de esportes e ao lazer, com a instalação de quadras esportivas e equipamentos públicos.

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