A Associação Shekiná de Londrina foi criada há quatro anos, depois que o ortopedista Alexandre Barbosa percebeu que pacientes com problemas neurológicos e de coordenação motora, atendidos pelo Consórcio Intemunicipal do Médio Paranapanema (Cismepar), precisavam de uma atenção especializada. Com formação no atendimento em equoterapia, ele decidiu bancar o tratamento das crianças e iniciou o trabalho.
São 40 crianças que se deslocam toda semana até uma chácara alugada na Gleba Lindóia (Zona Leste), onde acontecem as aulas de equoterapia. O atendimento é feito através de uma equipe multidisciplinar, que inclui um médico ortopedista, duas fisioterapeutas, uma fonoaudióloga, além de auxiliares responsáveis pelo escritório e no trato com os animais.
Em breve, os pacientes terão o apoio psicológico, fruto de uma parceria que vem sendo firmada com universidades. Todos os profissionais envolvidos no trabalho têm formação pela Associação Nacional de Equoterapia (Ande), de Brasília (DF), que fornece a liberação para o atendimento.
Segundo Barbosa, o tratamento apresenta resultados rápidos porque o movimento do cavalo se assemelha à marcha humana. Para as crianças que não andam, o passeio no animal estimula o equilíbrio da cabeça, do tronco e dos membros, além de aumentar a auto-estima.
Além de Catarina, outro cavalo utilizado no tratamento é Pingo. Com características diferenciadas (Catarina é mais velha e calma, Pingo é mais jovem e com mais vigor), os animais são indicados de acordo com a necessidade de cada criança. ''O tratamento é completo. Ativa a adrenalina e a endorfina do organismo, estimulando a criança de uma forma global'', afirma o ortopedista. Enquanto cavalgam, as crianças se deparam com outros animais, como cachorros, gansos e pássaros. ''Todo esse envolvimento torna o exercício mais agradável.''
Na chácara, os pacientes têm ainda uma sala equipada com atendimento específico para cada caso. A proposta do projeto é atender os que não têm condições de pagar. Para as famílias que podem, é solicitado um pagamento mensal entre R$ 5 e R$ 10, que ajuda na manutenção da chácara. ''Procuramos dar a essas crianças um benefício que elas precisam e nunca conseguiriam ter. O resultado é muito importante para a melhora na condição de vida.''
Serviço: Profissionais interessados em colaborar com o trabalho podem ligar para (43) 3343-3899

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