Seis municípios do Estado já podem contar com o monitoramento da aplicação de penas alternativas, realizado pela Associação de Penas e Medidas Alternativas, inaugurado este mês em Cambé (Norte). O trabalho desenvolvido pela Associação tem como objetivo reduzir a reincidência de ações criminosas, por meio de um enfoque educativo e ressocializador, nos municípios de Londrina, Cambé, Arapongas, Rolândia, Sabáudia e Foz do Iguaçu.
A associação prestará assistência jurídica, social e psicológica às pessoas que cometem delitos passíveis das penas alternativas, como dirigir sem carteira de motorista, uso de drogas, abandono intelectual e crimes ambientais leves. A associação dá sequência aos trabalhos da Central de Penas e Medidas Alternativas de Londrina (Ceapa) e seus três núcleos (Cambé, Arapongas e Rolândia).
De acordo com a presidente da associação e coordenadora do Núcleo de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas de Cambé, Patrícia Takeda, o surgimento da entidade se deu após o firmamento de um convênio entre o Ministério da Justiça e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo a coordenadora, com a atuação da associação será possível firmar mais facilmente parcerias com instituições públicas e privadas, captando recursos para manter o trabalho e ampliar a atuação para mais cidades. ''A Associação servirá como um instrumento de captação de recursos para a manutenção do trabalho, que antes sempre tinha um prazo definido de 11 meses para terminar'', esclareceu.
Atualmente, a equipe da Ceapa encaminha e monitora o trabalho de pessoas que cometem delitos de menor potencial ofensivo à sociedade, junto às instituições a que prestarão serviços como pena alternativa, tais como escolas estaduais e municipais, lares de idosos, hortas comunitárias e secretarias municipais. Além disso, a central desenvolve abordagens específicas com grupos de pessoas envolvidas com contrabandos e descaminho, violência doméstica e uso de Drogas.
''Fazemos um trabalho social muito intenso junto a essas pessoas, que cometem os delitos de menor potencial ofensivo e às famílias. A intervenção tem como objetivo evitar que voltem a praticar delitos e promover sua ressocialização'', explica a coordenadora.
Segundo ela, em quatro anos de trabalho , a central já atendeu cerca de 500 beneficiários, com taxa de reincidência de apenas 3%. Patrícia complementa que uma pena convencional tem o custo de R$ 1 mil no sistema penitenciário do Estado. Já uma pena alternativa tem o custo de R$ 13.

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