A União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules) foi informada anteontem sobre a decisão da Justiça que suspendeu os efeitos do decreto sobre o passe livre social. Ontem, a direção da entidade garantiu que está se mobilizando para reverter a decisão que pode beneficiar cerca de cinco mil estudantes carentes matriculados no ensino fundamental e médio.
De acordo com o presidente da Ules, Tiago Andrey de Abreu, a entidade já havia iniciado visitas a escolas para divulgar o benefício entre os alunos. Ele lembrou que essa é uma briga antiga da Ules e a idéia, segundo Abreu, é estender o benefício gradativamente até conseguir a inclusão dos estudantes universitários. ''Se preciso, vamos às ruas para defender o passe livre social.''
Segundo o decreto, o passe livre para estudantes do ensino fundamental e médio foi instituido para garantir o acesso e o regresso dos alunos às escolas. O aluno deve, necessariamente, comprovar residência em Londrina, residir a mais de dois quilômetros da escola que frequenta e pertencer a família com renda per capita inferior a meio salário mínimo. O benefício vale para as linhas que fazem o trajeto de ida para a escola e de volta para a residência e apenas nos horários da aula. A direção da escola também deve atestar a falta de estabelecimento de ensino público a menos de dois quilômetros da residência do aluno. Para obter o benefício, o interessado precisa preencher um formulário específico fornecido pela CMTU, onde deve constar a assinatura do aluno, de seu responsável quando menor de idade e da direção da escola onde está matriculado. (L.A.)

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