O Grupo de Estudo para Desenvolvimento e Tratamento Odontológico ao Excepcional de Londrina (Getexcel) ainda está sob investigação. Uma briga interna da diretoria, no ano passado, resultou em acusações de irregularidades na administração e malversação de recursos públicos. Entre elas a utilização de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) para pagamento dos diretores da entidade (cerca de R$ 200,00 por mês a cada um).
O Getexcel é o único, em Londrina, que presta atendimento odontológico gratuito, com anestesia geral, a pacientes excepcionais. A instituição sobrevive de doações, recursos do SUS e convênios com prefeituras. E estes mesmos recursos teriam sido usados para pagar o advogado de defesa da presidente da entidade, Lygia Madi Kranz.
A presidente da entidade e a ex-coordenadora geral da instituição, Sebastiana Aquino de Oliveira Arruda, respondem a ação por um atendimento feito na instituição e questionado pela mãe da criança.
O promotor Bruno Galatti informou ontem que ainda não terminou de apreciar as informações encaminhadas no final do ano passado, a seu pedido, pela Autarquia Municipal de Saúde. Ele quer saber se os recursos encaminhados pelo SUS são para pagamento de serviços ou destinados à instituição para repor material. ‘‘Há irregularidades mas, por enquanto, é impossível saber se houve má-fé ou inexperiência administrativa.’’

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