Entidade espírita critica médium que diz receber dr. Fritz
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quarta-feira, 14 de janeiro de 1998
Marccio W. Varella 
A Associação Espírita de Maringá (Amem) contestou o trabalho do suposto médium Maurício Magalhães, que diz incorporar o espírito do dr. Fritz e na noite de segunda-feira atendeu cerca de mil pessoas no clube Estância Gaúcha, em Maringá. Segundo o porta-voz da associação, Jorge Rocha, Magalhães não é vinculado à Amem e nem à Federação Espírita do Paraná. Nós não apoiamos prática mediúnica que seja taxada, afirmou, referindo-se à cobrança de taxa para as consultas.
Para serem atendidas por Magalhães, as pessoas tiveram que pagar R$ 20,00 e doar um quilo de alimento. Rocha explica que o processo de cura decorre da ação dos espíritos e não do médium, que apenas serve como instrumento. Segundo Rocha, se insistir na cobrança os espíritos superiores e operadores se afastam, podendo sua mediunidade ser suspensa, ou acabar sendo vítima de espíritos inferiores e mistificadores, com enormes riscos para quem vai ser atendido.
O médium espírita, explicou Rocha, é aquele que pratica seu dom sem estardalhaço, sem auto-promoção, gratuitamente e que tem conduta moral ilibada. O porta-voz lembra que no Balneário Camboriú, onde Magalhães diz que mantém associação beneficente, foram colocados out-doors com a foto do suposto médium com as mãos estendidas, junto com a frase Mãos que iluminam.
O jornalista Elias Silveira, que tem programa diário na Rádio Camboriú, município de Balneário de Camboriú (SC), informou à Folha que o suposto médium é candidato a deputado federal pelo PFL catarinense e tem out-doors espalhados por todo o Estado.


