Entidade é criada para evitar sacrifício de cães
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de março de 1997
Sid Sauer Correspondente 
CAMPO MOURÃO - A funcionária pública estadual, Irene Rohling, que mantém cerca de 200 gatos e cachorros numa chácara, é a primeira presidente da Sociedade Protetora dos Animais (SPA) de Campo Mourão. A entidade foi criada anteontem à noite, menos de uma semana depois de o grupo se reunir pela primeira vez. A pressa tem uma explicação: a prefeitura vai implantar a carrocinha no dia 3 de maio e, três dias depois, os primeiros cachorros recolhidos já poderão ser sacrificados.
A criação da SPA foi a primeira medida tomada por um grupo de pessoas da cidade contra o sacrifício dos animais. Um abaixo-assinado já percorre a cidade em busca de apoio, ao mesmo tempo em que estão sendo confeccionadas camisetas e faixas criticando a matança. Na segunda-feira, a Câmara de Vereadores aprovou requerimento do vereador José Gilberto de Souza (PDT) pedindo uma sessão especial para discutir o assunto. Só falta agora marcar uma data para a reunião.
O mesmo vereador prepara para a próxima sessão, no dia 7, uma alteração à atual legislação que trata o assunto. Souza vai propor o fim do sacrifício. Para isso, ele conta com o apoio da SPA, que se propõe a discutir com a prefeitura formas alternativas de resolver o problema. O município nega que pretenda matar os animais recolhidos, mas admite que isso será feito em último caso. A idéia é doar os que não forem retirados à Universidade Estadual de Maringá (UEM).


