Entidade denuncia poluição e se envolve em polêmicas
O Patrulha das Águas foi fundado em Londrina há mais de oito anos e, desde então, vem denunciando a poluição na cidade e se envolvendo em questões polêmicas. A mais recente, e que causou surpresa às pessoas ligadas à área ambiental, foi o apoio da associação ao projeto de doação do aterro do Igapó 2. O projeto do Executivo previa a destinação do aterro à iniciativa privada para construção de um empreendimento de lazer numa área de fundo de vale, o que é proibido por lei. Depois de laudos técnicos, cartas às redações dos jornais e muita pressão da comunidade, a prefeitura acabou desistindo do projeto.
Dependendo da função social, o impacto e a relação custo/benefício ambiental da construção, a construção poderia ser realizada, justificou o canoísta. Ele disse que a atual lei que proíbe obras em fundo de vale é rígida demais e desatualizada. E acrescentou:A lei de fundo de vale precisa ser discutida. Porque você tem que analisar o objetivo da construção.
João Batista também considerou superficial e simplista a discussão realizada em torno do projeto de doação do Igapó. Ele disse isso baseado na posição firme adotada por praticamente toda a comunidade londrinense - inclusive professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o próprio Ministério Público -, todos unânimes em condenar a doação. Consideramos que foi ingenuidade a maneira como o caso foi tratado. O que nós queríamos era ampliar essa discussão, argumentou.
Depois do final da polêmica sobre a doação do aterro, o Patrulha das Águas organizou um grupo chamado Pró-Igapó, para trabalhar na defesa, fiscalização e promoção dos lagos do Igapó. A entidade chegou a listar mais de 70 projetos destinado à área, alguns curiosos, como renomear a bacia hidrográfica e criar o Igaponauta, um carro com som e três monitores para divulgar o projeto.
Ontem, no entanto, João Batista reclamou que os trabalhos da comissão caminhavam em ritmo lento. Os responsáveis (entre eles AMA, IAP e Ibama) não estão se manifestando e não estão dando o devido respeito que merece a Patrulha das Águas, que mostrou que sabe o que fazer para recuperar o Igapó! (L.H.)





