Curitiba

Marcelo AlmeidaClabundes, com a filha Adriana: ‘‘Em Rondônia não tínhamos tratamento’’O agricultor Gustavo Clabundes, de 36 anos, saiu de Rondônia há quatro anos e meio com a filha Adriana, de oito anos, e veio para Curitiba em busca de tratamento de saúde para a filha. Ela tem leucemia aguda, ficou boa após dois anos de acompanhamento médico mas teve que voltar a ser tratada em agosto.
Adriana é uma das 35 crianças atendidas diariamente pela Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia (Apacn), entidade filantrópica e sem fins lucrativos que abriga doentes do interior e de outros Estados.
Ontem, a associação comemorou 14 anos de existência com a apresentação de corais infantis, culto ecumênico, hasteamento de bandeiras e lanche de confraternização.
A entidade foi criada por um grupo de casais com filhos com neoplasia. O atendimento inclui alojamento, alimentação vestuário, tratamento dentário, medicação, acompanhamento pedagógico e psicossocial, transporte urbano, entre outros serviços. Nos casos de doentes em estágio terminal, a associação também paga um quarto particular, para que a mãe possa dormir junto com a criança.
Separado da mulher, Gustavo Clabundes vendeu uma pequena propriedade que tinha em Rondônia para pagar os exames e medicamentos da filha. ‘‘Na nossa cidade - Cacoal, Rondônia - não tínhamos recursos e não encontramos um tratamento de sáude adequado. Com a doação de passagens, vim com a minha filha para cá. Ela está reagindo bem e estamos lutando com muita esperança’’, diz Gustavo Clabundes, que hoje mora na associação com Adriana e a filha mais velha Andréa, de 12 anos.
Na associação, Adriana gosta de brincar de fazer piquenique com as amigas Lurdes e Dinalva e de conversar com as ‘‘tias’’.
A Apacn também mantém o Ambulatório Menino Jesus, ao lado do Hospital de Clínicas, e planeja aumentar a sede da associação para ampliar os atendimentos. Atualmente, os 200 voluntários que trabalham no local estão em busca de recursos para o início das obras.

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