Entidade cobra solução para morte da doméstica
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 1999
Paulo Ubiratan 
A vereadora Elza Correia (sem partido) e o advogado Josinaldo da Silva Veiga, do Centro de Direitos Humanos de Londrina estiveram ontem na 10ª Subdivisão Policial para pedir empenho nas investigações sobre a morte da empregada doméstica Iracema Henrique, 36 anos. O corpo dela foi encontrado na última quinta-feira em um quarto do apartamento de seus patrões, no 7º andar do Edifício Costa do Marfim (área central).
De acordo com as primeiras versões do delegado Edmo Ermenegildo, que atendeu a ocorrência, a doméstica teria se suicidado. Após exames mais apurados no local e necrópsia, concluiu-se que Iracema Henrique pode ter sido assassinada.
Veiga não conseguiu ter acesso ao inquérito policial ontem e prometeu voltar hoje à delegacia. O delegado Edmo disse que o escrivão havia trancado o inquérito em sua sala e que ele não voltaria mais ao trabalho. Mas vamos voltar amanhã (hoje) para ver se conseguimos passar vistas no que foi apurado sobre o caso até agora, afirmou Josinaldo.
Ele afirmou ainda que, em encontro que manteve com o delegado-chefe, Wanderci Corral Fernandes, foi-lhe prometido todo o empenho nas investigações. Elza Correia disse que recebeu todas as explicações sobre as investigações do caso do delegado-adjunto, Acácio Azevedo.
Ele informou que está acompanhando de perto todas as investigações. Queremos que este caso não se transforme em mais um crime impune em Londrina, afirmou. A Folha apurou que a delegacia do 1º Distrito Policial, responsável pelo inquérito, estava sem investigadores até a semana passada. A unidade funcionava apenas com um escrivão.
O caso deverá ser investigado por uma equipe a ser nomeada pelo delegado. Para a polícia, as investigações da morte da empregada são bem mais difíceis do que as do crime que vitimou a advogada Alexandra Disseró. Iracema foi morta sem que ninguém visse o assassino.
Elza Correia e Josinaldo reafirmaram a posição do Centro dos Direitos Humanos, que exige o afastamento do secretário de Segurança Cândido Martins de Oliveira. A entidade entende que o secretário não tem se empenhado para resolver os problemas de segurança da cidade.


