Entidade cobra melhorias para saúde
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segunda-feira, 07 de agosto de 2000
Lino Ramos De Londrina 
Integrantes da Associação Cambeense de Defesa e Proteção dos Direitos à Saúde e a Pastoral do Migrante de Cambé (13 km a oeste de Londrina) cobram melhorias nas condições de saúde pública oferecidas à população.
A presidente da associação, Maria Anideje Mello, afirma que faltam remédios nos postos de saúde e a população encontra dificuldades para marcar consultas e exames. Conforme ela, a comunidade também cobra mais um hospital público e um posto de saúde 24 horas. O secretário de Saúde de Cambé, rebate essas as acusações.
Segundo o Padre Gianmario Pellegrinelli, da paróquia Nossa Senhora de Fátima, o secretário municipal de saúde de Cambé, Antonio da Silva Freitas, e o diretor clínico da Santa de Cambé, Oswaldo Baptista Borgiani, participaram sábado de um seminário com mais de 130 pessoas mas não ficaram até o final para ouvir as reivindicações da comunidade.
Foi uma lástima, o secretário e o médico fizeram o relato sobre a aplicação das verbas mas na hora de discutir as reivindicações em plenário, eles sumiram, lamentou. Pellegrinelli disse ainda que os promotores de justiça de Cambé foram convidados mas não compareceram à reunião.
Maria de Mello reuniu ontem à tarde um grupo de moradores para reclamar das condições de saúde em Cambé. Segundo a presidente da associação, a Santa Casa de Cambé cobra para realizar determinados exames e mostrou o recibo de Maria Delfina, uma mulher com mais de 60 anos que precisou pagar R$ 20 por um exame de eletroencefalograma e mais R$ 40 pela consulta. Mesmo as pessoas mais carentes estão pagando. Denunciamos essa cobrança e outras reclamações ao Ministério Público, afirmou.
A diretora-administrativa da Santa Casa de Cambé, Izabel Aparecida da Silva, nega que o hospital esteja cobrando exames e consultas dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ela disse ainda que a instituição ficou um mês sem o aparelho para realizar eletrocardiogramas. Izabel da Silva afirma que muitas vezes o paciente insiste na realização de um exame que não é urgente e acaba pagando para não entrar na fila.
A diretora lembra que na 17ª Regional de Saúde, os exames também são agendados. Nós estamos fazendo das tripas coração mas o pessoal da associação faz uma pressão que não sei como resolver, lamentou.
A Santa Casa de Cambé atende uma média mensal de 8.500 pacientes e realiza 500 iternações por mês e, segundo a diretora-administrativa do hospital, a instituição tem conseguido atender a demanda.
As soluções estão chegando mas não na velocidade cobrada pela associação. Qual hospital da região que não está lotado?, questiona. O diretor-clínico da Santa Casa, Oswaldo Borgiani não foi encotrando ontem à tarde.


