Entidade arrecada R$ 70 mil por mês
O serviço de Zona Azul é operacionalizado pela Escola Profissional do Menor de Londrina, responsável pelo recrutamento, seleção e treinamento dos atendentes. Atualmente, são 257 menores entre 16 e 18 anos que trabalham nas ruas. Eles são responsáveis pela arrecadação mensal de cerca de R$ 70 mil.
Segundo a diretora de Transporte e Trânsito da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) Lúcia Brandão, o órgão fica com 4% do total arrecadado a título de gerenciamento, cabendo o restante para a Espemel. O diretor geral da entidade, padre Lídio Roman, informa que a maior parte é utilizada na manutenção do programa. O que resta é revertido para outros nove programas da escola.
Com base em um relatório, padre Lídio explica que em junho a Zona Azul arrecadou R$ 73.749,00, sendo que as despesas (pagamento de salários, alimentação, entre outros) somaram R$ 62 mil. Cada atendente recebe um salário fixo de R$ 87,00. Somados às horas extras e comissões sobre as vendas, a média, segundo ele, é de R$ 135,00.
A coordenadora dos programas da Epesmel Mara Lúcia Sbizera, explica que a prioridade para selecionar os candidatos ao cargo é para os encaminhados pelos projetos da prefeitura, Vara da Infância e Juventude e Conselho Tutelar. ‘‘São adolescentes comprovadamente necessitados de estarem sendo envolvidos em projetos de geração de renda’’, observa.
Dois requisitos básicos para serem aceitos no programa são vir de família de baixa renda e estar matriculado em escola regular. ‘‘Eles são registrados em carteira e trabalham quatro horas por dia’’, explica padre Lídio. Além do salário, os atendentes têm direito ao uniforme, transporte e alimentação.
Os atendentes, segundo Mara Lúcia, passam por um treinamento teórico e prático antes de começarem a trabalhar. Eles começam a ser desligados quando completam 18 anos. Na opinião dela, o programa tem valor porque evita que os adolescentds fiquem ociosos nos bairros onde vivem.
‘‘É uma idade em que tem anseios próprios da adolescência e, muitas vezes, a família não pode estar arcando com estas despesas’’, observa. Ela acredita que, dependendo do caso, os projetos estritamente formativos, sem geração de renda, não resolvem o problema dos adolescentes.
A Epesmel atende 1.009 crianças e adolescentes em 10 programas, como mecânica geral, costura industrial e projeto ABC, de apoio ao ensino regular. A escola existe desde 75. A manutenção dos programas se dá através de trabalhos oferecidos pela escola, convênios e promoções. (L.O.)

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