Entidade acusa governo de má gestão
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terça-feira, 27 de abril de 1999
Israel Reinstein 
A Associação Amigos das Águas (ADA) acusa o governo estadual de gerir irregularmente os recursos do Programa de Saneamento Ambiental da Região Metropolitana de Curitiba (Prosan). A instituição quer enviar a denúncia ao Banco Mundial, que patrocina o programa, informando que o processo de reassentamento dos moradores das áreas próximas dos rios foi abandonado. No entanto, coordenação da Coordenadoria de Região Metropolitana de Curitiba (Comec) informa que houve apenas uma paralisação nas obras.
O presidente da ADA, Miguel Jorge Szpikula, afirma que o governo estadual abandonou a construção de 200 casas do reassentamento da planta Trevisan de São José dos Pinhais. Neste local, seriam transferidos moradores da região da Cidade Jardim e Jardim Independência, bairros de São José dos Pinhais, que viviam ao longo do Canal Extravasor.
O governo gastou R$ 300 mil na construção de casas modulares, que hoje estão sem proteção alguma, destruídas pelo tempo e pela erosão do terreno, diz Szpikulla. A Folha foi até o local e contou cerca de 30 casas destruídas, além de pré-moldados cobertos de mato.
Mas o coordenador da Comec, Gil Polidoro, afirma que não houve abandono. Aconteceu uma desistência de contrato por parte da empreiteira, que deixou de lado a obra, diz Polidoro. Ele conta que antiga construtora não quis continuar a obra, alegando não haver equilíbrio financeiro.
Por causa disso, o governo abriu uma nova licitação para a contratação de outra empresa para concluir as obras. Mas as famílias que foram relocadas para aquele local foram jogadas sem ter uma solução final, diz Szpikula.
A doméstica Inês de Souza diz que as casas abandonadas estão virando mocós. Além de não ter água e esgoto, o governo nos colocou nuam região pior do que onde vivíamos, diz. Essa situação será resolvida depois da contratação da empreiteira, que vai realizar estas mudanças, afirma Gil Polidoro.


