Entidade abre rua no Novo Centro de Maringá
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segunda-feira, 22 de outubro de 2001
Marta Medeiros<br> De Maringá 
Comerciantes e proprietários de terrenos do Novo Centro de Maringá conquistaram a abertura de uma rua que estava ocupada pelo estacionamento irregular de um supermercado. Para o empresário Élio Alves Pereira, a garantia da via pública é a primeira vitória da Associação dos Proprietários, Inquilinos e Moradores do Novo Centro, criada recentemente para descentralizar a discussão e apresentar um projeto alternativo para a área.
Conforme a Urbamar, empresa pública responsável pelo Novo Centro, a via pública aberta vai servir de passagem entre as ruas Basílio Saltchuck, centro da cidade, e Visconde de Nassau, na Zona 7, mas não terá tráfego direto. O motorista vai depender da avenida, que ainda será construída sobre o túnel, para ter acesso à nova rua de ligação entre centro e bairro.
Há cerca de um mês donos de terrenos e empresários passaram a questionar a prefeitura, que passou para a responsabilidade do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) todos os assuntos que envolvem o Novo Centro.
Os empresários e proprietários optaram pela criação da associação para serem ouvidos.
Além dos comerciantes, representantes de associações de moradores da região também reclamam que até agora o Codem não abriu para a comunidade a discussão do projeto do Novo Centro. Eles reclamam do abandono da área e da falta de uma série de definições legais para o local.
O empresário Élio Alves Pereira diz que por trás da indefinição sobre o Novo Centro estão os empresários da Avenida Brasil, principal eixo central do comércio de Maringá. ''São também eles que formam a Acim (Associação Comercial e Industrial de Maringá) e o Codem. Por isso evitam o Novo Centro porque acham que o comércio da Brasil será prejudicado'', reclama o empresário.
Para Antonio Fermenton, presidente do Codem e vice-presidente da Acim, a criação da nova entidade ''é saudável''. Ele, porém, rebate as críticas e afirma que a comissão especial formada pelo Codem para analisar o projeto do Novo Centro tem diversos representantes. ''Não vamos mudar o traçado do projeto, que prevê a manutenção da qualidade urbanística da cidade, por causa de um ou dois terrenos'', afirma Fermenton.
O projeto do Novo Centro já consumiu mais de R$ 60 milhões e foi criado para ocupar o antigo pátio de manobras da Rede Ferroviária Federal, retirado em 1991. São cerca de 36 mil metros quadrados cuja ocupação não foi determinada por falta de recursos municipais. Em consequência disso, os terrenos localizados nas duas áreas laterais ao espaço vazio também permanecem praticamente inativos.


