O enterro da menina Geane Mota da Silva, 2 anos, ocorreu na manhã de ontem, no Cemitério Municipal de Florestópolis (73 km ao norte de Londrina), sob clima de intensa tristeza e sem nenhum incidente. O sepultamento, presenciado por cerca de 200 pessoas, foi acompanhado por uma equipe da Polícia Militar (PM) comandada pelo sargento Juvenal da Silva.
A menor - juntamente com a mãe Marta Mota, 22 anos, e a irmã Daiane, de 4 anos - morreu em consequência de atropelamento acontecido na noite do último domingo, na parte urbana da PR-170. O autor do atropelamento foi João Fernando Sanches Carnelossi, 21 anos, que segundo testemunhas dirigia um Escort - placas AEC-3271 - a cerca de 100 km por hora.
A possibilidade de tumulto ontem, durante o sepultamento de Geane, era esperada porque centenas de moradores de Florestóplis realizaram, na sexta-feira, um protesto que terminou em incidentes e ameaça de linchamento contra familiares de João Carnelossi, que viajou para local ignorado com os pais.
O protesto era contra a falta de sinalização na rodovia estadual, que corta o perímetro urbano, e a não prisão do atropelador. O movimento fugiu ao controle dos organizadores quando chegou a notícia de que Geane havia morrido, no Hospital Universitário de Londrina.
Ela estava internada no HU, em estado grave, desde a noite do acidente. Marta e Daiane haviam morrido instantaneamente no local do atropelamento.
‘‘Felizmente, a situação já voltou ao normal na Cidade. O velório e o sepultamento da menina ocorreram sem nenhum incidente, sem nenhum protesto, apesar da tristeza dos familiares e de toda a população’’, comentou o sargento Juvenal da Silva.
O delegado de Porecatu - cidade vizinha a Florestópolis -, que abriu inquérito para apurar as causas e circunstâncias do atropleamento triplo, explicou que o motorista João Carnelossi, apesar de não ter sido preso em flagrante, foi indiciado por homicídio culposo, omissão de socorro às vítimas e embriaguez ao volante.

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