O soldado Alexandre de Souza, 33 anos, foi enterrado às 16 horas de ontem, no túmulo da Vila Militar, dentro do cemitério São Pedro, em Londrina. O policial militar morreu anteontem, com um tiro no abdome, ao evitar um assalto numa revendedora de álcool, na região norte da cidade, por volta das 18 horas.
Conforme a Polícia Militar, dois rapazes invadiram o estabelecimento, localizado na esquina da Avenida Saul Elkind com a Rua João de Freitas Rocha Filho (Conjunto Porto Seguro), e deram voz de assalto. Souza, que segundo a família estava de folga e abastecia seu carro, tentou dominar os ladrões que trocaram tiros com ele. Na ocasião, Rogério Manoel de Araújo, 22 anos, atingiu o soldado ao disparar seu revólver calibre 38, mas foi atingido na coxa direita e encaminhado ao Hospital Universitário (HU). O outro ladrão fugiu deixando para trás um capacete com o primeiro nome. A arma do crime foi apreendida, mas, até o final da manhã de ontem, esse rapaz ainda não havia sido encontrado.
A troca de tiros despertou a atenção dos moradores e comerciantes da região a ponto de provocar um acidente. Um ônibus da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) bateu na traseira de uma Kombi, cujo motorista tentava avisar a Polícia Militar do ocorrido. A movimentação de carros e pessoas obrigou o isolamento da rua que dá acesso ao pátio da revendedora.
O corpo de Souza foi velado numa das capelas do cemitério Parque das Oliveiras, onde compareceram parentes, amigos e colegas de trabalho. Segundo a viúva Adriana Gomes da Silva de Souza, o casal tem um filho de 1,7 ano, e ela está no terceiro mês de gestação. O soldado estava na corporação há 15 anos e, no momento, recuperava-se de uma queda da motocicleta oficial. A família morava próximo ao local do crime, no Conjunto Maria Celina.

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