Enterrado jovem morto no Litoral
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quarta-feira, 04 de fevereiro de 2009
Thiago Alonso<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Debaixo de uma fina chuva na manhã de ontem, em Curitiba, o corpo do estudante de Direito Osíris Del Corso, 22 anos, foi enterrado no Cemitério Parque Iguaçu, na Capital. O jovem foi baleado no sábado, ao lado da namorada, em uma trilha na Praia dos Amores, no Morro do Boi, em Caiobá (Litoral). Os familiares mais próximos não deram declarações. O silêncio, no entanto, exprimia a consternação e revolta diante da morte do jovem, atingido com um tiro no peito depois de tentar defender a namorada de estupro. Além da violência sexual, ela também foi baleada.
O quadro da jovem, que tem 23 anos, é estável. Ela foi internada no Hospital Vita, em Curitiba, depois de ser transferida do Hospital Regional de Paranaguá, onde recebeu o primeiro atendimento e foi operada. De acordo com o boletim médico divulgado na manhã de ontem pelo Hospital Vita, o colar cervical usado pela paciente já havia sido retirado. A previsão era que os aparelhos que auxiliavam a respiração fossem restirados no início da tarde.
Enquanto a vítima respirar com ajuda de aparelhos, os médicos não podem realizar uma avaliação definitiva para precisar seu real estado. Ainda segundo o boletim médico, exames indicaram um comprometimento do canal da medula. Além disso, um projétil foi encontrado alojado na base do pulmão direito da moça. O ferimento, no entanto, não deve complicar o estado dela. Segundo os médicos, não há indícios de que novas intervenções cirúrgicas sejam necessárias.
No enterro, apenas amigos e parentes mais distantes deram declarações. O primo do pai de Osíris, o professor universitário Jansen Maia Del Corso, falou da tristeza do sepultamento e da relação da família com a força-tarefa montada pelo governo do Estado para prender o autor do crime. Não estamos acompanhando as investigações. Isso é dever da polícia. Temos confiança nela, disse Jansen. Ele comentou ainda que a família está consternada com a tragédia. Não existe a possibilidade de tratar um crime desse sem dor.
Osíris era presidente do Rotaract da Avenida das Torres, em Curitiba, e há cinco anos participava do grupo de jovens que atua ligado ao Rotary e tem a função de promover ações socias. A última ação em que Osíris estava envolvido antes de ser assassinado era a criação de uma biblioteca pública itinerante. O jovem atuava nos bairros Uberaba, Jardim das Américas, Guabirotuba e Jardim Itiberê. A paixão dele era servir a comunidade. Perdemos um grande líder, lamentou Luiz Alberto da Cruz, presidente do Rotary da Avenida das Torres.
A força-tarefa da Polícia Civil, formada por quatro delegados que investigam o caso, está analisando vídeos de um edifício, ao lado do início da trilha do Morro do Boi. A polícia ainda encontrou uma camiseta perto do local do crime, com as mesmas características da vestimenta usada pelo suspeito. A perícia deve analisar a peça.


