Curitiba - O padre Nilson Brasiliano Oliveira, 44 anos, pároco de Agudos do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), assassinado em uma emboscada supostamente articulada por jovens envolvidos com drogas, foi enterrado ontem no Mausoléu dos Padres, no Cemitério Municipal do Água Verde, na Capital.
O velório do religioso, em Fazenda Rio Grande (RMC), onde permaneceu por sete anos, foi marcado pela emoção de milhares de fiéis, familiares e muitas crianças e adolescentes, principal alvo das campanhas do padre na Pastoral da Família, que mantinha um frequente trabalho de resgate e recuperação dos jovens envolvidos com drogas. A missa de corpo presente foi celebrada pelo arcebisto de Curitiba, Dom Moacir Vitti.
Um dos rapazes presos, M.A., 22, era conhecido do religioso há dois anos. Segundo o irmão de Brasiliano, Paulo Brasiliano Oliveira, 50, o jovem preso suspeito de estar envolvido com o crime ao lado de mais três jovens, era usuário de drogas. ‘Ele o conhecia. Há dois anos ele (o pároco) tentava tirá-lo das drogas’, contou Paulo.
De acordo com Paulo, M.A., W.M.L., 18, W.F.M.L., 19, e V.R., 25, todos presos no domingo, suspeitos de latrocínio (roubo seguido de morte), ligaram para o padre na sexta-feira a tarde e disseram que sua chácara, em Araucária (RMC), estaria sendo assaltada.
Quando o religioso chegou ao local, eles o teriam ameaçado para sacar dinheiro, cerca de R$ 400. O delegado Rubens Recalcatti, titular de Araucária, confirma essa versão.
‘Através de investigações chegamos nele’, explicou o delegado. O dinheiro não foi localizado pela polícia. O religioso foi esfaqueado pelo medo do reconhecimento, segundo a polícia. O corpo foi encontrado no domingo na localidade de Tietê, no bairro Fazendinha, em Curitiba.
‘Ele era bravo mas era legal. Era como um segundo pai para mim. Aprendi muitas coisas com ele, não tem como explicar. Era um amor de pessoa’, afirmou a coroinha da paróquia São Gabriel, Josemara Oliveira dos Santos, 12, de Fazenda Rio Grande.

Matinhos
Em 3 de junho de 2002, o pároco de Matinhos (Litoral), Joaquim Raimundo Braz, 42 anos, foi morto durante tentativa de assalto à casa paroquial. O padre teria reagido e foi baleado. (Colaborou Andréa Lombardo)

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