Rio - Foi enterrado na manhã de ontem o corpo da dona de casa Verônica Barros, 31 anos, na Capital fluminense. Ela morreu na manhã de anteontem supostamente depois de ser submetida a uma cirurgia no lado errado do cérebro.
O clima de revolta tomou conta dos cerca de 50 parentes e amigos que acompanharam o sepultamento. ''Assassino, ele matou minha irmã. Esse país não tem Justiça e esse caso vai cair no esquecimento. Onde está o secretário de Saúde? Ninguém do hospital veio para o enterro'', gritava um dos irmãos da vítima, Wellington Barros.
Depois de cair no banheiro e bater a cabeça no dia 1º de março, um coágulo se formou no lado esquerdo de cérebro de Verônica, conforme tomografia realizada no Hospital Estadual Getúlio Vargas. No entanto, a cirurgia foi feita no lado direito da cabeça na segunda-feira passada. Três dias depois, o marido de Verônica, Giovani Dornelles, 38, recebeu uma ligação anônima para seu celular em que uma pessoa que seria da equipe de neurocirurgia do hospital se dizia ''indignada e inconformada'' com o tratamento dado à dona de casa.
O neurocirurgião que fez a operação e o chefe da equipe de neurocirurgia do hospital foram afastados ontem. Sindicância foi aberta e eles deverão responder a inquérito criminal. A família vai processar o Estado em busca de indenização moral e material para os filhos de Verônica, uma menina de 8 e um menino de 11.

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