Para a advogada Talita Cristina Fidelis Pereira, especialista em Direito Penal, a prisão especial deveria ser um direito de todos os presos provisórios. ''Entendo que a exclusão do benefício pelo Senado é um retrocesso. Estão nivelando o sistema punitivo por baixo'', disse.
Segundo a advogada, todo preso provisório tem sua integridade física e psiquíca colocada em risco e cabe ao juiz e ao delegado analisar os perigos. Ela lembrou que os presos comuns também têm direito à higiene pessoal, assistência médica e jurídica, televisão e alimentação na cela. ''A diferença é que dividem com os demais detentos.''
Para Talita, ''hoje, presos condenados estão melhores que os provisórios, já que a superlotação está nas cadeias públicas''. Com a extinção da prisão especial, a advogada acredita que o número de presos provisórios nas cadeias irá aumentar, ferindo assim, o princípio da dignidade da pessoa humana.
''Não encaro a prisão especial como regalia de poucos, mas como um direito de todos que aguardam julgamento. Se conhecessem a realidade de um preso provisório, os senadores não aprovariam a extinção da lei'', finalizou Talita. (M.G.)

mockup