E N T E N D AOC A S O
•11/10 - O delegado Antônio Donizete Botelho e oito policiais montam operação para coibir tráfico de drogas na Favela Monsenhor Guilherme. A operação termina na morte de quatro rapazes - três deles menores de idade. Familiares das vítimas e testemunhas dizem que houve execução. À tarde, o inspetor da Polícia Civil, Clóvis Galvão, promete apurar o caso
•12/10 - Familiares dos rapazes mortos se reúnem com representantes da OAB, Centro de Direitos Humanos e Ministério Público para denunciar chacina e pedir punição
•13/10 - O procurador-geral da Justiça no Paraná, Olímpio de Sá Sotto Maior Netto, envia promotores especiais a Foz do Iguaçu para acompanhar a denúncia de execução. Uma das testemunhas, o adolescente A.B.R., de 16 anos, revela que ‘‘os rapazes pediam socorro para não morrer’’
•14/10 - Diretora do Colégio Monsenhor Guilherme - onde os quatro rapazes mortos estudaram - Maria Margareth Alves, disse que os rapazes tinham bom comportamento e que as mortes revoltaram os alunos do colégio
•15/10 - A pedido do Ministério Público, a Polícia Civil faz nova perícia no local onde os jovens foram mortos
•16/10 - Laudo do IML de Foz do Iguaçu aponta que apenas um rapaz tinha marcas de pólvora nas mãos, mas não determina se ele teria atirado durante o confronto. Promotores contestam laudo do órgão. Uma celebração ecumênica marcou o sétimo dia da morte dos rapazes
•17/10 - O promotor José Geraldo Gonçalves, responsável pelas investigações no Ministério Público, pede exumação dos cadáveres
•22/10 - Corregedoria da Polícia Civil transfere para Curitiba os policiais e o delegado envolvidos no caso. Eles passam a fazer serviços internos, mas são vistos constantemente em Foz do Iguaçu
•23/10 - Centro de Direitos Humanos anuncia que principal testemunha do caso, o adolescente A.B.R., de 16 anos, está ameaçado de morte e teve que ser escondido em uma igreja. O diretor do Instituto Médico Legal do Paraná, Francisco Moraes, começa a exumar os quatro cadáveres
•24/10 - Polícia Militar desce na Favela Monsenhor Guilherme pela primeira vez depois das quatro mortes e prende quatro rapazes acusados de portar arma. Com ênfase para a operação, a polícia anuncia para a imprensa que entre os presos está Orcelei Antunes de Matos, de 20 anos, irmão de Adenilson Dias de Matos, um dos mortos na operação
•18/11 - Delegado-geral da Polícia Civil, Arthur Braga, pede rapidez no laudo de exumação e no inquérito policial. Ministério Público mostra intenção de denunciar os policiais na Justiça e acusá-los de homicídio
•30/11 - Uma das testemunhas da operação, o carpinteiro Durval Messias, liga para Centro de Direitos Humanos e diz que está sendo ameaçado. No mesmo dia, ele sai para dar uma volta e desaparece
•06/11 - Testemunha reaparece e diz que policiais estão fazendo ameaças através de traficantes da Favela do Bambu, comunidade ao lado da Favela Monsenhor Guilherme

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