Entenda o caso
ENTENDA O CASO
20 de maio: Comissão formada por membros do Conselho Comunitário de Segurança e do Ministério Público visita o 2º DP, constata superlotação e a presença de três bebês com suas mães em cela.
21 de maio: Imprensa mostra situação. Assistente social do Ministério Público visita a cela e atesta falta de condições para a permanência dos bebês. Promotoria pede providências ao juiz Dimas Hortêncio de Mello. No mesmo dia, as crianças são retiradas das mães e duas delas vão para entidades assistenciais.
22 de maio: Reportagem da Folha visita a cela e registra o inconformismo das mães, por não poderem amamentar os bebês.
25 de maio: Advogado Antonio José Mattos do Amaral, acompanhado por um grupo de alunos de direito da Universidade de Londrina, envia ao juiz Dimas de Mello pedido de remoção das mães para local onde possam permanecer com os filhos. Banco de Leite do Hospital Universitário passa a recolher o leite de uma das presas, fazendo-o chegar até a criança.
26 de maio: Juiz Dimas de Mello declara-se incompetente para atender pedido do advogado Amaral. Comitê de Aleitamento Materno (Calma) se reúne para discutir assunto.
27 de maio: Comissão formada por membros da Vigilância Sanitária, 17ª Regional de Saúde e Calma visita o 2º DP e faz relatório atestando que as condições higiênico-sanitárias da cela são boas. Amaral entra com pedido de reconsideração ao juiz.
30 de maio: Juiz envia ofícios às 2ª e 3ª Varas Criminais pedindo a transferência das presas. Promotora Édina de Paula afirma que, no que depender dela, os bebês não voltam para a cela.
4 de junho: Édina de Paula dá entrevista dizendo que a transferência de presas depende de se conseguir o registro de nascimento das crianças. Professora da UEL e psicóloga demonstram através da Folha indignação em relação à decisão do juiz.
7 de junho: Os bebês são levados até as mães para serem amamentados e já ficam em definitivo na cela. Remoção para Piraquara é marcada para dois dias depois.





