Ensino Superior fará protesto na terça
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terça-feira, 11 de março de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
A Federação dos Trabalhadores no Ensino Superior Público do Paraná (Fetespar) e o Comitê em Defesa do Ensino Superior, formado por professores e funcionários das cinco universidades estaduais e 11 faculdades isoladas do Estado, decidiram ontem realizar ato de protesto terça-feira que vem, em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Os manifestantes vão pedir ao governo do Estado que envie à Assembléia Legislativa os projetos de autonomia universitária e o Plano de Cargos e Salários.
Montaremos acampamento em frente ao Palácio Iguaçu e lá ficaremos durante uma semana. Se nossas reivindicações não forem atendidas, realizaremos uma assembléia geral e colocaremos a greve em votação, anunciou o vice-presidente da Fetespar e presidente do Sindicato dos Servidores da Universidade Estadual de Londrina (Assuel), Itamar André Rodrigues do Nascimento.
O movimento tem o apoio dos cinco reitores das universidades estaduais - Luiz Antônio de Souza (UEM), Roberto Frederico Merhy (UEPG), Jackson Proença Testa (UEL), Carlos Alberto Ferreira Gomes (Unicentro) e Erneldo Schalemberger (Unioeste). Também conta com a solidariedade dos sindicatos de professores e funcionários do ensino superior. Em todo o Estado, existem 18 mil professores e servidores universitários e mais de 50 mil alunos.
Nascimento disse que mais de 20 ônibus lotados de professores e servidores das cinco universidades estaduais e das 11 faculdades chegarão a Curitiba na noite do dia 17. Cada universidade deverá ter sua própria barraquinha.
Se não houver uma definição por parte do governo, poderá haver uma paralisação conjunta das universidades estaduais e faculdades isoladas, disse o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa e presidente da Associação dos Professores das Instituições do Ensino Superior do Paraná (Apiesp), Roberto Frederico Merhy.
Segundo ele, o protesto foi motivado pelo cancelamento de uma reunião marcada para dia 28 de fevereiro no Palácio Iguaçu entre os reitores, a governadora em exercício Emília Belinati e os secretários estaduais da Administração e Fazenda.
O encontro analisaria as propostas de autonomia financeira e os planos de cargos e salários para as universidades. Até agora não sabemos os motivos do cancelamento desta reunião, afirma Merhy.
O reitor da UEM, Luiz Antônio de Souza, também criticou o cancelamento da reunião. Ninguém nos explicou nada, foi um desrespeito. São fatos como este que vão criando insegurança e apreensão no meio universitário.
O reitor da Unioeste disse que está solidário com o movimento de reivindicação de professores e servidores. Temos que caminhar na direção de uma autonomia plena. Hoje a universidade não é mais referência. Estamos lutando pela sua sobrevivência e ao mesmo tempo preocupados com uma definição urgente por parte do governo para nossos problemas - diz Schalemberger.


