Ensino pós-médio tem novas diretrizes
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quarta-feira, 03 de dezembro de 1997
Da Redação 
Odair StraliottiAgora podeNo Colégio Agrícola Manoel Ribas, em Apucarana, os alunos dirigem tratores e outras máquinas: a idade já permite Se a cidade não tem vocação para a área de serviços, também não tem necessidade de cursos profissionalizantes neste setor. Se, ao contrário, a vocação for para serviços, de que adiantaria formar profissionais para a indústria? Esse raciocínio simples e lógico é a grande mudança no ensino profissionalizante.
Para marcar a sua estréia, o Proem (Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino) está lançando os seus quatro primeiros cursos, todos na área de serviços (que é a maior geradora de empregos), depois de desenvolver junto à Secretaria de Educação Média e Tecnológica do Ministério da Educação, os quatro parâmetros curriculares respectivos, como determina a Lei de Diretrizes e Bases (LDB).
Técnicos do Proem têm mantido reuniões com chefes dos Núcleos Regionais porque essas novidades serão implantadas no começo apenas pelos estabelecimentos de ensino que quiserem. Os especialistas estão analisando seis propostas diferentes, elaboradas pelos próprios professores paranaenses, como resultado do debate entre 11 mil professores dos 30 Núcleos de Educação.
Pelas novas regras, o estudante poderá escolher entre o Curso Técnico em Gestão; Vendas; Informática ou Publicidade e Propaganda. A escolha da escola porém é limitada: para oferecer qualquer um desses cursos, ela deve provar à Secretaria da Educação a necessidade da formação daquele tipo de profissional na sua região.
CapacitaçãoOutra novidade é que a partir de agora, para cursar o ensino pós-médio, o aluno deve concluir primeiro o ensino médio, equivalente à antiga Educação Geral ou Científico. E o ensino profissionalizante será feito em módulos. Por exemplo, o aluno opta por Técnico em Gestão. Ele fará o módulo básico e, em seguida escolhe uma, duas, quantas especializações quiser. Para cada módulo concluído ele recebe um certificado de capacitação. Se tiver todas as capacitações previstas em determinado curso, passa a ser habilitado para aquela atividade e recebe o Certificado Técnico, explica o professor Ataíde Ferrazza, coordenador do Proem.
No pós-médio, os cursos terão duração de seis meses a dois anos, dependendo da complexidade de cada um. E poderão ser substituídos por outros, conforme determina a demanda, completa o professor Ferrazza.
Os alunos que já estão cursando o ensino profissionalizante não serão afetados pelas mudanças e concluirão seus cursos no período do pré-estabelecido, ou seja, até 1999, último ano a ter cursos antigos.
Com as alterações, os cursos técnicos da Contabilidade serão substituídos por cursos profissionalizantes com formato mais atual. E os alunos passam a ter formação nas áreas onde há vagas de trabalho.


