O anúncio de que o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) pode implantar cinco cursos superiores na unidade de Campo Mourão, já a partir do ano que vem, está fazendo com que a cidade comece a sonhar em se tornar pólo de ensino superior. É que, além do Cefet, o município já ganhou cinco novos cursos este ano e deve ganhar mais quatro no segundo semestre. Além disso, em dois anos cerca de outros 10 podem entrar em funcionamento. ‘‘Com a transformação de Campo Mourão em pólo de ensino superior, estaremos consolidando a economia local, que hoje está baseada quase que exclusivamente na agricultura’’, diz o prefeito Tauillo Tezelli (PSDB). ‘‘Com isso, não ficaramos sujeitos apenas ao bom desempenho das atividades agrícolas’’, completa. O prefeito também comemora o fato do setor de serviços se destacar pela geração de empregos e pelos investimentos paralelos.
Se tudo der certo, Campo Mourão pode chegar ao ano 2000 com pelo menos 30 cursos superiores em funcionamento em cinco instituições diferentes, sendo duas delas públicas. O número de cursos na cidade seria equivalente a uma instituição como a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Empolgada, a prefeitura prepara uma campanha que vai espalhar outdoors por todo o Estado com o slogan ‘‘cidade-escola’’.
O sonho começou a virar realidade este ano, quando a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) teve seus cursos ampliados de 6 para 8, com a chegada de engenharia em agroindústria e matemática. Em seguida, o Grupo Educacional Integrado conseguiu autorização para iniciar seus três primeiros cursos superiores - medicina veterinária, comércio exterior e administração geral.
Vicentino O mesmo grupo também já está com outros quatro cursos prontos para começar no segundo semestre. São os de relações internacionais, agronomia, ciência da computação e processamento de dados. O Integrado espera ainda resposta do MEC para mais quatro cursos: direito, farmácia, psicologia e engenharia elétrica.
Paralelamente, a Universidade Paranaense (Unipar), de Umuarama, vem mantendo entendimenos com a prefeitura para abrir uma extensão na cidade. No final do ano passado, a direção da Unipar pediu apenas que o município arrumasse instalações provisórias para que a entidade começasse a atuar em Campo Mourão ainda em 98, com o curso de enfermagem ou fisioterapia. Outros cursos seriam implatandos posteriormente.
Mais recentemente foi a vez do Cefet anunciar cinco cursos nas áreas de alimentos, edificações e gestão ambiental para implantação a partir de 99. A Província das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, que há 40 anos mantém um colégio em Campo Mourão, também anunciou projeto propondo a criação dos cursos de filosofia, psicologia e serviço social e a consequente criação da primeira Faculdade Vicentina do Brasil. A Igreja O Brasil para Cristo também anunciou que pode trazer um curso de teologia ainda este ano através da Faculdade de Teologia e Filosofia (FATEF), de Curitiba.

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