Ensino para deficientes visuais
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sexta-feira, 02 de dezembro de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Desenvolver estratégias para trabalhar em sala de aula com alunos deficientes visuais depende muito do comprometimento do professor e de ações que os capacitem para desenvolver um trabalho efetivo. Pensando nisso, cerca de 50 professores divididos em duas turmas participam esta semana do curso ''Patologias oculares e respectivas estratégias pedagógicas no atendimento ao aluno deficiente visual'', promovido pelo Centro de Apoio Pedagógico (CAP) instalado no Colégio Estadual Professor Dario Veloso (Região Central de Londrina) em parceria com a Universidade Estadual de Londrina e Hoftalon.
Durante quatro dias, os docentes que atuam nos Centros de Atendimento Especializado de Deficiência Visual (Caedv) vão trocar experiências e aprender maneiras de estimular a visão, estratégias para aplicar em sala de aula e adaptar o conteúdo pedagógico. ''Eles também participaram de uma palestra com uma médica, que falou sobre anatomia e fisiologia do globo ocular'', diz Shirlei Mara Sambatti, coordenadora pedagógica do CAP.
As turmas são formadas por professores dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) de Londrina, Jacarezinho, Cornélio Procópio e Ivaiporã. ''Ações como essa nos ajudam bastante, pois cada aluno tem a sua patologia, sua limitação. Então, o professor deve estar preparado para realizar um trabalho individualizado'', comenta a professora Katie Sauerzapf, de Jacarezinho (Norte Pioneiro).
Segundo ela, é importante que o profissional saiba, além de aplicar o conteúdo, ter alfabetização em braille, soroban (instrumento japonês que funciona como calculadora) e orientações sobre a questão de mobilidade.
''Com o curso, conseguimos agir melhor em sala de aula e realizar um trabalho efetivo na escola'', afirma a professora Maria Carla da Cunha, coordenadora da Educação Especial do NRE de Cornélio Procópio (Norte), que também acredita em uma política de inclusão mais ágil para conseguir melhorias tanto para os professores quanto alunos.
A maior dificuldade dos estudantes com deficiência visual continua sendo a inclusão e os serviços de saúde pública. ''Eles ainda são vistos de forma diferente e até curiosa pela maioria'', comenta a professora Patrícia Fátima Almeida Antunes, que atua na aldeia indígena em Manoel Ribas (Centro).
O aluno Anderson Lemes dos Santos, do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Dario Velloso, é deficiente visual e sabe muito bem como o aprendizado ainda é dificultado para muitos estudantes como ele.
Hoje, Santos conta com um computador para ajudá-lo em sala de aula. ''Mas nem sempre foi fácil. Já houve situação em que professor entrou na sala de aula e nem percebeu que sou deficiente visual'', comenta.
Serviço - O CAP atende pelo telefone: (43) 3338-7999


