Ensino médio garante futuro promissor
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
No exterior a palavra Brasil está ganhando mais significados além das belezas naturais e dos craques do futebol. O País tem conquistado espaço no cenário internacional e chama atenção pela importância econômica que desempenha na América do Sul e no mundo. Porém, para se consolidar como uma nação forte e confiável, o primeiro passo que deve ser tomado é a ampliação dos investimentos em educação.
A afirmação é do professor doutor da Universidade de Paris e professor Visitante Nacional Sênior da Caps pela Universidade Federal de Sergipe, Bernard Charlot. Segundo ele, o ''gargalo do Ensino Médio'' precisa ser resolvido com urgência.
De acordo com a Síntese de Educadores Sociais, feita em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas metade dos brasileiros tem o Ensino Médio completo. ''Este número é muito baixo se comparado ao índice de países desenvolvidos. É fundamental solucionar esta questão e melhorar também o Ensino Superior'', afirmou o professor, que participou recentemente da XIII Semana da Educação e do IV Simpósio de Pesquisa de Pós- Graduação, organizado pelo curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é visto pelo especialista como uma boa alternativa para auxiliar neste processo. ''Este sistema é interessante porque encerra o Ensino Médio e facilita o acesso ao Ensino Superior'', declarou. Para ele, é fundamental trabalhar essas duas questões no momento atual em que o País está vivendo.
Conforme Charlot, o Brasil enfrenta problemas em seu desenvolvimento por conta da baixa escolaridade de grande parte da população. ''Responsabilidade, criatividade e trabalho em equipe são valores aprendidos no Ensino Médio. Essa formação é essencial para o crescimento do País, para o funcionamento do sistema e para que o Brasil ganhe espaço na concorrência internacional'', elencou. De acordo com ele, não basta que parte dos profissionais tenham escolaridade, é necessário que todos os trabalhadores e consumidores concluam essa etapa. ''O Ensino Médio é o mínimo que as pessoas devem ter''.
Com o crescimento da classe C, aumentou também o número de pessoas que buscam um curso superior e um diploma para ampliar as chances de uma vida futura melhor. ''A concorrência do mercado de trabalho exige cada vez mais das pessoas e a preparação para isso começa na escola. Todo mundo pensa que escola garante emprego, mas na verdade quem dá emprego é a formação'', declarou.


