Ensino integral para menos de 10% dos alunos
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local 
Londrina Estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC), a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE) é que, até 2024, pelo menos 50% das escolas públicas de educação básica ofertem ensino em tempo integral. Em Londrina, gargalos como falta de orçamento, professores e espaço físico contribuem para que a ampliação da jornada escolar caminhe a passos lentos. Hoje, menos de 10% das 30 mil crianças matriculadas nos anos iniciais do ensino fundamental têm atividades no contraturno. São 2,6 mil estudantes em 21 escolas, uma oferta de ensino em tempo integral que abrange apenas 25% de 85 unidades. Oito estão na zona rural.
Apesar do currículo voltado à jornada ampliada, com no mínimo sete horas diárias de aulas, esses colégios da rede municipal ainda não oferecem atividades em tempo integral a 100% dos estudantes matriculados. Somente a Escola Municipal Professor Helvio Esteves, no Jardim Belleville (zona norte), tem o contraturno abrangendo todas as crianças matriculadas. Nas demais, algumas turmas contam com a modalidade, outras não. A oferta depende de características das turmas de cada escola.
Responsável pela pasta da Educação em Londrina, a secretária Janet Thomas explica que a prioridade nos investimentos para a área tem sido a expansão das vagas na educação infantil, uma exigência da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). "Nosso orçamento tem um limite e estamos voltados a esta prioridade no momento. Mesmo assim, todas as escolas novas estão sendo feitas dentro desta perspectiva do ensino integral", comenta. Para o ano que vem, assinala, três escolas devem ser entregues nestes moldes as unidades do Residencial Vista Bela, Flores do Campo e Nova Warta.
Tendo espaço físico, o próximo desafio do município é contratar professores que façam jornada estendida, e não de apenas quatro horas. Para o município, o ideal é que o mesmo professor que acompanha as turmas pela manhã dê continuidade ao trabalho pela tarde. "A tendência é que eles tenham dois padrões", observa a secretária.
PARA TODOS
Para a presidente do Conselho Municipal de Educação, Marlene Valadão, para que uma unidade seja realmente considerada de ensino em tempo integral é necessário que o currículo educacional tenha uma grade diferenciada e não apenas atividades complementares no contraturno. Além disso, todos os estudantes precisam ser contemplados.
Marlene analisa que, hoje, apenas a Helvio Esteves cumpre, legalmente, este papel na cidade. "A escola integral deve ser para todos os alunos, não só para um grupo de 50 ou 70. As resoluções do Ministério da Educação deixam isso bem claro", reforça a representante do conselho.


