Ensino Fundamental vira impasse em Londrina
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quarta-feira, 01 de setembro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
A comunidade vizinha da Escola Estadual Albino Feijó Sanches, localizada no Parque das Indústrias (Zona Sul de Londrina), está preocupada com a decisão do Núcleo Regional de Educação (NRE) de fechar as turmas de 1 a 4 série do Ensino Fundamental da instituição. Anteontem, eles realizaram uma reunião com representantes da Secretaria Municipal de Educação e do NRE para discutir a questão. Segundo Rony dos Santos Alves, chefe do núcleo, a municipalização do atendimento aos alunos de 1 a 4série das escolas estaduais é ''iminente'' e será feita de forma gradativa.
Parte da insatisfação foi gerada por acontecimentos do ano passado. A escola municipal Mábio Gonçalves Palhano, de 1 a 4 série, e a estadual Cleia Godoy da Silva, de 5 a 8, funcionavam num mesmo prédio, no Parque Ouro Branco (também na Zona Sul). A edificação é da prefeitura, que cedia salas de aula para o Estado. O NRE decidiu transferir os alunos da Cleia Godoy para uma escola estadual próxima, cuja construção havia sido concluída recentemente, no Jardim Tarobá, e que recebeu o mesmo nome da escola antiga.
Segundo Alves, a maior parte dos alunos foi transferida mas uma parcela da comunidade do Ouro Branco foi contrária à idéia de mudar o local de estudo de seus filhos porque as crianças e os adolescentes teriam que atravessar a PR-445 para ir até o Jardim Tarobá. Por isso, alguns alunos de 5 a 8 série seguem estudando no prédio do Parque Ouro Branco.
A partir deste ano, o NRE iniciará a desativação gradual das turmas de 1 a 4 série da Albino Feijó Sanches. Já para 2005, a direção da escola não abrirá matrículas para a 1 série do Ensino Fundamental. A intenção é que as turmas de 5 a 8 que ainda são atendidas pelo Estado no prédio da Mábio Palhano passem a estudar em salas da Albino Feijó Sanches. ''Dessa forma, os estudantes não teriam que atravessar a rodovia'', explicou Alves.
O chefe do NRE apontou que os pais dos alunos de 1 a 4 série da região têm três opções de escolas municipais onde podem matricular os filhos: a Eugênio Brugin, no Conjunto São Lourenço, a Osvaldo Cruz, no Jardim Santa Joana, e a própria Mábio Palhano. Segundo Maria Beatriz Breve Fernandes, dona de casa que participou da reunião de anteontem, nenhuma das alternativas é atraente porque as distâncias seriam superiores a um quilômetro.
''Os alunos são crianças pequenas, que têm que ir a pé para a escola porque os pais ficam ocupados o dia inteiro. Eles não podem ir desacompanhados uma distância tão grande'', afirmou ela. Beatriz afirmou que os moradores deram um prazo de 15 dias para que o NRE resolva a questão e que a intenção da comunidade é que seus filhos só saiam do Albino Feijó Sanches quando houver uma escola municipal no Parque das Indústrias. ''Na região, há mais de 100 crianças com idade para frequentar os quatro primeiros anos do Ensino Fundamental'', disse a dona de casa.


