No Centro de Ensino à Distância (CEAD), mantido pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), o aluno não tem obrigação de frequentar as aulas. Existe o sistema de tirar dúvidas, com professores disponíveis, mas o aluno é quem vai dar o ritmo para a realização do curso e depende dele a conclusão de cada módulo. ‘‘Essa metodologia não deixa de ser uma saída para alunos que não estão tendo um bom desempenho no ensino regular, terminarem o 2º grau’’, defende a diretora da Escola Integral, em Curitiba, Marisa Pan.
Na Escola Integral, um grupo de dez alunos da 1º série do 2º grau - na faixa-etária entre 16 e 18 anos - se reuniu para cursar o CEAD. Cada aluno paga cerca de R$ 150,00 mensais para ter acompanhamento do corpo docente da escola. A diretora esclarece que o Integral apenas dá assistência a esses alunos e que ‘‘é justo’’ cobrar por isso.
A chefe do departamento de Educação de Jovens e Adultos da Seed, Regina Alegro, explica que esse procedimento é legal, mesmo com o CEAD sendo ofertado gratuitamente pela secretaria, com custo apenas das apostilas. Quanto aos jovens com idade apropriada para cursar o ensino regular e que migram para o supletivo, como um processo facilitador para concluir o 2º grau, ela defende a idade mínima de 17 anos. A deliberação estadual que regula o ensino de jovens e adultos estava defasada por ter sido votada em dezembro do ano passado. A nacional foi votada em maio deste ano.
Os estudantes paranaenses que se matricularam este ano, no entanto, estão com a situação regular. (K.M.)

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