Imagem ilustrativa da imagem ENSINO - Espaços interditados ainda por causa da chuva
| Foto: Ricardo Chicarelli
Centro de Educação Tião Balalão: à espera de licitação para reforma


As chuvas que atingiram Londrina na segunda semana de janeiro deixaram um rastro de R$ 7 milhões em prejuízos na educação. Setenta e seis unidades escolares foram atingidas. Algumas estão com espaços interditados até hoje, como é o caso da Escola Municipal Maria Carmelita Vilela Magalhães, no Centro, que continua com a cozinha, refeitório e sala de informática interditados. A recuperação da escola está orçada em R$ 320 mil e a secretaria aguarda a sobra do orçamento deste ano para fazer a licitação da obra. O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Tião Balalão, no Conjunto Cafezal (zona sul) também não foi licitado.

De acordo com a secretaria de Educação, Janet Thomas, o município conseguir licitar de forma emergencial 33 escolas. "Juntávamos escolas com valor alto com baixo para conseguir licitar. Teve processo que deu deserto. Então foi difícil licitar", explicou.

A prefeitura pediu recursos ao governo federal para recuperação do CMEI Tião Balalão e das escolas municipais Maestro Roberto Pereira Panico (Jardim Belo Horizonte), Salim Aboriham (Conjunto Luiz de Sá), Mabio Gonçalves Palhano (Ouro Branco) e Maria Carmelita. "O governo federal alegou que que os estragos não foram causados pela chuva. Eram escolas novas com rachaduras enormes; óbvio que foram causadas pelas chuvas, mas o governo federal rejeitou. Também foi pedido recurso do governo do Estado, mas não veio", disse Janet.

Em julho, a secretaria conseguiu firmar um contrato de manutenção escolar para completar as recuperações. Foi empenhado R$ 1,5 milhão para as escolas com obras de valor baixo. Os recursos utilizados na recuperação das escolas saíram do superavit de 2015, que teriam sido usados na reforma de muito mais escolas. "Tiramos de manutenção normal que faríamos. Tínhamos escolas que estavam na fila, mas tivemos que furar essa fila", ressaltou.

Apesar de ainda haver obras em andamento e salas interditadas, Janet afirmou que no começo do ano letivo de 2017 todos os estudantes estarão de volta às escolas. Os alunos do CMEI Sandra Regina Maximiano Leme, no Jardim Santa Rita (zona oeste), realocados na Comunidade Evangélica Deus Vivo, devem retornar para a unidade no começo de 2017, quando termina a reforma.

Os alunos da Escola Municipal Doutor José Hosken de Novaes, no Jardim Bandeirantes (zona oeste), estão tendo aulas no Colégio Estadual Antônio de Moraes Barros. As turmas de 4º e 5º anos vão permanecer no local em 2017. A secretaria de Educação fechou um acordo com o Núcleo Regional de Educação para utilizar o espaço e assim abrir vagas nas turmas iniciais na escola municipal.

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