Engenheiros vão investigar vazamento de óleo
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terça-feira, 14 de maio de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
Moradores do Jardim Maria Lúcia (zona oeste de Londrina) conseguem óleo combustível diretamente do Ribeirão Lindóia, que passa nos fundos de uma sequência de casas e chácaras. Basta fazer um buraco às margens do rio, aguardar alguns minutos e já se percebe o óleo brotando da terra. O problema vem sendo estudado desde a semana passada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), mas até ontem tanto a fonte poluidora como as causas do vazamento ainda não haviam sido identificadas.
O mistério fez com que a direção da Petróleo Ipiranga, empresa que administra o Pool de Combustíveis, que fica próximo ao ribeirão, convocasse uma equipe especial de engenheiros de segurança e meio ambiente do Rio de Janeiro para avaliar a situação no local. De acordo com o geógrafo do IAP, Elinton Bembem, o problema parece não estar relacionado com o pool de combustíveis, já que os inúmeros testes realizados na empresa não acusaram nenhum tipo de problema. Visualmente, não há como descobrir as causas do vazamento, comentou o geógrafo.
O volume de óleo que chega ao ribeirão, segundo Bembem, tem aumentado a cada dia e já está brotando do solo. Nos 285 metros do ribeirão, o IAP identificou inúmeras nascentes, o que agrava o dano ambiental na região. Uma barreira foi colocada num ponto do ribeirão para conter o óleo.
Ontem à tarde, técnicos da Secretaria Municipal de Ambiente (Sema) também estiveram no local. O fiscal Luis Campaña Filho apontou que o trabalho da Sema é estipular medidas para sanar o problema, identificar e punir o agente poluidor.
Os moradores próximo ao local já estão inclusive utilizando o óleo que retiram do leito do ribeirão para pequenos serviços, como lavar peças por exemplo. O caseiro Manoel Simplício de Andrade, contou que já armazenou mais de 60 litros de óleo limpo, desde a semana passada. Ele relatou que costuma usar a água do ribeirão para encher a represa que tem na chácara. Já Reinaldo Mendonça disse que numa chácara vizinha à sua casa, gansos e patos que beberam da água do ribeirão morreram. Os poucos peixes que tinha no rio também sumiram, segundo ele. Dá até para acender fogo com o óleo, afirmou Reinaldo.


