Engenheiros desconfiam de uma sabotagem
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de julho de 2000
Das Agências 
A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) considera o vazamento de óleo cru no Paraná resultado ou de sabotagem ou de falha humana provocada por corte de pessoal pela Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas).
O diretor da entidade, José Conrado de Souza, disse que acidentes misteriosos estão acontecendo na Petrobras, em referência ao vazamento de domingo e ao ocorrido há seis meses na baía de Guanabara, no Rio.
É inexplicável o que ocorre hoje em dia. Antes, nos bombeamentos, era necessário checar de hora em hora se o que saiu de um lado chegou no outro. O fato de haver vazamento de até quatro horas (caso do Rio) mostra que falta pessoal para fazer a checagem, disse Souza.
A Aepet defende uma investigação policial rigorosa sobre as causas do vazamento. Não é só sabotagem. Se o acidente for fruto desse enxugamento criminoso, a investigação tem que chegar a isso. É preciso ir fundo na questão, afirmou o diretor.
Cone Sul O ministério das Relações Exteriores brasileiro informou às embaixadas da Argentina, Paraguai e Uruguai em Brasília sobre os esforços dos técnicos para evitar que o óleo derramado no domingo por um oleoduto da Petrobras atinja esses países.
Em nota oficial, o ministério garante que assim que dispuser de uma análise completa do ocorrido, o governo brasileiro informará às autoridades da Argentina, Paraguai e Uruguai todos os dados de 4 milhões de litros de óleo cru que já percorreram mais de 10 quilômetros, chegando ao rio Iguaçu.


