Engenheiro sequestrado é libertado
Giovani Ferreira
De Curitiba
O engenheiro Helmut Vogl, 39 anos, sequestrado na manhã de terça-feira, em Curitiba, foi libertado na madrugada de ontem. Ele passou mais de 20 horas em poder dos sequestradores, que o mantiveram o tempo todo dentro do porta-malas de seu próprio carro. Vogl foi deixado em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, próximo a indústria do Boticário, por volta das 4 horas. Ele foi encontrado sem nenhum sinal de violência, mas bastante assustado.
Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) acreditam que existiam pelo menos quatro pessoas envolvidas no sequestro relâmpago. Dois deles teriam feito a abordagem e levado o engenheiro para o cativeiro, onde estariam mais dois elementos. Luiz Alberto Cartaxo Moura, delegado-chefe do Cope, explicou que não tratava-se dos tradicionais sequestros, com a intenção de pedido de resgate. Disse, que que foi um assalto comum, realizado contra uma pessoa de classe média alta.
Cartaxo confirmou que os assaltantes sacaram R$ 1 mil de uma conta do engenheiro no Banco do Brasil. O saque foi realizado às 11h49 de terça-feira, em uma agência de São José dos Pinhais. A polícia vai, inclusive, analisar a fita de um circuito interno de TV, utilizado pelo sistema de segurança do banco, para tentar identificar os sequestradores. Pelas características da ação, o delegado acredita que não se tratam de profissionais.
De acordo com os depoimentos que prestou no Cope, Volg acredita que o cativeiro ficava em uma área entre Curitiba e São José dos Pinhais. Segundo o delegado, ele contou que o local onde passou o dia de ontem fica a uns 30 minutos de carro do endereço onde foi libertado. Na avaliação de Cartaxo, ele não foi dispensado antes porque existiam muitos policiais na área.
Por determinação do delegado geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, as investigações para tentar identificar e prender as pessoas envolvidas serão conduzidas pelo Cope. Essa determinação foi tomada baseada no fato que trata-se de um assalto. Se fosse configurado o sequestro, com pedido de resgate, a responsabilidade seria do Grupo Tigre.
Volg, que não quis dar entrevista, foi ouvido na tarde de ontem por um escrivão do Cope. A assessoria da Tritec Motors, empresa com sede em Campo Largo, onde ele é gerente de engenharia de fábrica, manifestou-se através de um comunicado à impresa. A nota esclarece que a Tritec não havia se pronunciado antes, zelando pela integridade física de seu funcionário e da sua família.
A empresa destacou o empenho do governo do Estado. As polícias Civil e Militar deslocam um efetivo de aproximadamente 100 homens, 60 viaturas e três helicópteros. De origem austríaca, Volg está há um ano em Curitiba, onde mora com a mulher.





