Curitiba - O engenheiro mecânico Luis Antonio Cuadra Acevedo, 57 anos, resolveu se preocupar com a segurança de casa após ter sido assaltado seis vezes em 10 anos. O mais grave ocorreu há dois anos, quando chegou em casa à tarde, com os dois filhos adolescentes. Ele relatou que dois bandidos já estavam dentro da casa e teriam se escondido no porão até o anoitecer. ''Quando fomos dormir, eles saíram do porão, recolheram um lençol que estava pendurado e entraram na casa pela porta dos fundos. Levaram tudo o que conseguiram. Inclusive televisão. Quando acordei perguntei ao meu filho mais novo onde estava a televisão e o vídeo-cassete. Ele me respondeu que um homem tinha levado num saco nas costas'', contou o engenheiro.
O adolescente teria levantado para tomar água, quando viu os homens no interior da casa. Com medo, ele teria retornado ao quarto. Outros casos ocorreram antes dele resolver tomar providências. O carro dele foi levado da garagem. E os ladrões conseguiram pegar as chaves do automóvel dentro da casa. Num outro golpe, foram levadas câmeras de vídeo de dentro de um guarda-roupa e brinquedos. ''Curitiba é uma cidade muito violenta. Não se pode ficar parado, esperando o criminoso chegar. A polícia é boa. Mas é insuficiente. Cada um precisa fazer sua parte'', disse ele, que é chileno. Hoje, a casa dele tem portões altos (mais de dois metros e meio), sistema de alarme e cercas elétricas.
A casa fica num bairro nobre de Curitiba. As portas foram reforçadas com trancas e fechaduras. ''Eu criei uma certa paranóia. Quero saber sempre quem está com cópia da chave, se as portas estão fechadas, se o portão está cadeado. Não dou chance para que a casa fique vulnerável'', destacou. O engenheiro colocou ainda dois cães para a guarda da casa. ''Ter cão de porte latindo é um sinal de grande proteção'', salientou. (L.P.)

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