Engenheiro de Apucarana denuncia poluição de córrego por indústria
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de agosto de 2001
Maurício Borges<BR>De Apucarana 
Depois de uma denúncia de crime ambiental registrada na 17 Subidivisão Policial e também comunicada à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) deve vistoriar o Córrego Ouro Fino, em Apucarana. Desde a última sexta-feira a água do rio vem apresentando uma coloração cinza, que chega a manchar as margens. O Ouro Fino é um dos mananciais que formam a represa do Parque Ecológico da Raposa, principal área de lazer de Apucarana.
A denúncia foi formulada pelo engenheiro Gilberto Tomazella, que trabalha na Sanepar. Ele relatou que vem acompanhando o problema há algum tempo. ''A descarga de efluentes industriais que atingiu o córrego foi muito violenta'', comentou Tomazella. Em carta encaminhada ao promotor Eduardo Nagib Matni, o engenheiro disse suspeitar que a poluição estaria sendo causada pela Ipasa - Indústria de Papel S/A.
Ontem Gilberto Tomazella revelou que foi procurado pelo empresário Amilcar Miranda, proprietário da Ipasa, que admitiu ser a sua indústria responsável pela poluição do córrego. ''O empresário justificou que está construindo mais duas lagoas para tratamento de efluentes e espera orientação do IAP'', informou o engenheiro.
O promotor Eduardo Nagib Matni disse que também foi procurado pelo advogado Mauro Baldassare, que representa a Ipasa, mas preferiu não ouvir suas justificativas. ''Vamos aguardar o laudo do IAP para depois adotar as providências'', afirmou.
O empresário Amilcar Miranda argumentou que sua empresa trabalha no local com reciclagem de papel há 35 anos e nunca foi multada pelo IAP. Ele admitiu que tem problemas com efluentes industriais, mas disse que está investindo para aperfeiçoar o sistema de tratamento. Ele acredita não ser o único causador de poluição no Córrego Ouro Fino.


