A Justiça ouviu pela primeira vez ontem o auxiliar de enfermagem David Fernando Dessunti, 24 anos, acusado de ter matado a esposa, a estudante de enfermagem Elina Maria Rodrigues Gomes Dessunti, 23 anos, no dia 2 de abril deste ano. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no quarto da casa onde vivia com o marido há três meses, localizada em um condomínio na zona oeste de Londrina. Dessunti se declarou inocente ao juiz da 1 Vara Criminal, João Luiz Clève Machado, e disse que a esposa teria sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) pois ele teria dado falta de eletrodomésticos, jóias e outros pertences.
Conforme o juiz, Dessunti teria declarado que, no dia do crime, saiu pouco depois das 7 horas de casa, pois teria que estar em um estágio às 8 horas, e teria deixado a esposa acordada. O auxiliar não teria usado a motocicleta como fazia todo dia porque não teria conseguido ligá-la e, por isso, precisou sair com o carro do casal.
Clève Machado revelou que Dessunti assegurou que vivia em harmonia com Eline assim como com toda a família dela. ''Ele negou o crime e disse que jamais teria a intenção de matar a esposa que, na verdade, teria sido vítima de latrocínio'', destacou o juiz. O acusado disse que foram roubados um aparelho de DVD, um rádio-relógio, jóias e um litro de vodca.
Sobre o fato de Dessunti ter entrado em contradição ao dizer que não havia mantido relação sexual com a esposa na noite do crime, como teria apontado um exame de DNA pedido pela Polícia, o advogado Antônio Amaral disse que isso ''é uma falácia da autoridade policial''.
Segundo Amaral, seu cliente nunca disse que não teria mantido relação sexual com a vítima na noite do crime. De acordo com o advogado, Dessunti apenas não teria se sentido à vontade para revelar detalhes de sua vida íntima.
Dessunti continuará preso preventivamente na carceragem do 2º Distrito Policial, pelo menos até a conclusão da fase de instrução do processo.

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