O enfermeiro Eugênio Martins Júnior, que trabalhava no asilo Ebenézer, disse que Carlos Piller sofreu desidratação e desnutrição porque se recusava a comer e beber. ''Conseguíamos convencê-lo a comer um pouco, e era até mais fácil fazê-lo beber alguma coisa. Mas ele dificilmente aceitava. Chegamos a fazer papinha para que a alimentação se tornasse mais fácil. Não faltou atenção nem atendimento.'' Segundo o enfermeiro, nas últimas semanas o idoso estava com uma sonda.
O presidente da organização não-governamental Aliança, pastor Cloves José de Pinho, responsável pela administração do asilo, afirmou que Piller já havia sido internado em outras ocasiões. ''O MP requisitou os papéis com as prescrições diárias dos idosos. Eles apontarão se houve alguma negligência. Sempre demos toda a atenção. Minha esposa muitas vezes acordou de madrugada para levar algum idoso ao hospital'', disse ele.
Martins afirmou que, no último sábado, um filho de Piller lhe disse que o idoso chegou a receber alta. O enfermeiro, entretanto, alegou que não se lembrava do nome do parente. ''Isso não é verdade. Desde o fechamento (do asilo), meu avô ficou internado direto no HZN até morrer'', garantiu Márcia Ramos dos Santos, neta do idoso.

mockup