Enfermeiras querem influir na Saúde
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de janeiro de 1997
Ana Maria Mejia Especial para a Folha 
O Conselho Internacional de Enfermeiras (CIE) pretende influir nas decisões da área de saúde, em âmbito mundial. Há 6 meses treina e procura lideranças em enfermagem em países da América Latina e Caribe. Em 93, a entidade iniciou o programa Liderazgo para el Cambio (Liderança para transformação), envolvendo os conselhos de enfermagem do Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, México, Barbados, Jamaica, Bahamas, Santa Lucía e Trinidad y Tobago.
De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Maria Goretti David Lopes, dois seminários realizados em Atibaia (SP), no mês de junho e outro na cidade do México (México), na primeira quinzena de dezembro, abriram as atividades para que os profissionais possam conhecer e discutir a saúde do ponto de vista político e econômico.
No Brasil, a enfermagem representa mais de 50% da força de trabalho do setor. A Aben propõe uma administração participativa, que utilize técnicas de análise de custos, flexibilidade e aceitação de riscos, criatividade e inovação ao invés da atual prática hierarquizada, controladora e limitante.
As enfermeiras formam a linha de frente de qualquer procedimento médico e isso deve ser reconhecido, defendeu Goretti, em entrevista à Folha, logo após retornar do México. O desafio para os próximos anos será capacitar os profissionais para que influam nas políticas de saúde.
A proposta da Aben é ter um núcleo de referência em liderança de enfermagem em cada estado brasileiro, distribuídos em grupos de trabalho nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Brasília.


