Osmani Costa
De Londrina
Duas enfermeiras do Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Londrina e um motorista de ambulância da TEC prestam depoimento, na manhã de hoje, ao delegado do 1º Distrito Policial (DP), Algacir Antônio Ramos, que preside inquérito que investiga as circunstâncias e responsabilidades pela morte de Jenifer Stefani dos Santos, 8 anos. Ela morreu no dia 30 de agosto, após ser atendida naquela unidade de saúde.
A menina morreu em decorrência de choque anafilático – reação corporal de hipersensibilidade a uma substância – causado pela aplicação de penicilina benzetina, segundo o laudo de necrópsia entregue à polícia no início desta semana pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Ontem, o diretor-clínico do PAI, Jonilson Favareto compareceu ao 1º Distrito Policial. Durante depoimento, ele apenas reiterou o que já havia dito na segunda-feira, durante entrevista coletiva à imprensa. ‘‘Foi uma fatalidade. O corpo clínico teve uma conduta correta. Este tipo de incidente é caso raro na literatura médica’’, disse o médico.
Segundo Favareto, documentos comprovam que a menina Jenifer já havia sido medicada com penicilina duas vezes: no PAI, em abril deste ano, e no Hospital Universitário (HU), em 1997.
‘‘A menina tinha bons antecedentes para a utilização do medicamento. Assim, não temos explicação para o choque e a morte dela. Foi isto que expliquei ao delegado, mostrando a literatura que trata do assunto.’’
Favareto ressaltou que o uso da penicilina é seguro, e que a proporção de casos de choque anafilático por alergia é de uma ocorrência para cada um milhão de aplicações.
A mãe da vítima, Maria de Fátima dos Santos, depôs anteontem e afirmou que a enfermeira que procedeu o atendimento se negou a fazer o teste para saber se a menina era alérgica.

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