Enfermeira da Universal que atendeu fiel está desaparecida
Dimitri do Valle
De Curitiba
Policiais da Delegacia de Homicídios estão com dificuldades para encontrar a enfermeira Maria Aparecida Bueno, da Igreja Universal do Reino de Deus. Ela é procurada para depor no inquérito que apura a morte da telefonista Luciane Belich, 31 anos. Luciane sofreu convulsões durante um culto na sede da Universal, em Curitiba. Caso o endereço da enfermeira não seja localizado até o final desta semana, a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que Maria será intimada a comparecer na delegacia através de publicação oficial na imprensa. A enfermeira foi uma das primeiras pessoas a atender Luciane ainda dentro da catedral.
Os pais da telefonista acusam a direção da Universal de omissão de socorro. O restaurador Rubens Belich, 56 anos, diz que a filha foi deixada desacordada no chão de um banheiro da igreja por mais de uma hora. Luciane morreu em 22 de setembro deste ano, dois dias depois de perder os sentidos dentro da igreja. Ainda esta semana a polícia quer ouvir o pastor Flávio Tavares, que comandava o culto que Luciane participava. Tavares também chegou a ser acusado de ter agredido Luciane três meses antes da sua morte, fato que ele nega.
Na sexta-feira passada, o Instituto Médico Legal (IML) divulgou a causa da morte de Luciane. O pastor e deputado estadual Edson Praczyk (PL), representante da Universal no Estado, disse que Luciane se suicidou tomando veneno. Os exames do IML não revelaram presença de substâncias químicas no organismo da telefonista, que morreu asfixiada com o próprio vômito.





