Enfermagem lacra sala no Hospital Universitário
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
Vestidos com roupas pretas em sinal de luto, alunos do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM) lacraram ontem de manhã a sala dos acadêmicos de enfermagem no Hospital Universitário (HU). Eles pediram apoio dos cerca de 200 funcionários entre auxiliares de enfermagem e enfermeiros para a luta deles pela construção de um novo bloco didático no campus universitário. Para cada funcionário do HU que se mostrou solidário com o movimento, os estudantes entregaram uma flor.
Do lado de fora do HU, os estudantes de enfermagem soltaram balões brancos. Os balões representam a nossa luta pacífica em prol de melhores condições de ensino, disse a estudante Samira Goldberg, líder do movimento. Hoje fazem 42 dias que os estudantes de enfermagem da UEM estão sem aulas porque se recusam a ter atividades nos blocos 1 e 8, onde funcionam o laboratório e o departamento do curso. Os blocos foram construídos há 20 anos e apresentam vários problemas de infra-estrutura. Os alunos querem o compromisso da reitora, Neusa Altoé, para a construção imediata de um novo bloco para o curso. A reitora diz que a universidade não tem recursos para a obra.
Desde que iniciaram o protesto, os alunos de enfermagem já realizaram diversos manifestos e até o enterro do curso foi simulado na frente da reitoria. Para hoje está previsto, às 9 horas, uma assembléia geral dos estudantes e a visita de várias autoridades locais nos blocos 1 e 8 que foram interditados pelos próprios alunos. Queremos que os deputados, vereadores e demais autoridades conheçam as condições precárias dos blocos de enfermagem da UEM, explica Samira.


