Enfeites com luzes podem representar riscos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de dezembro de 1998
Paulo Pegoraro 
O uso cada vez em maior escala de luzes de decoração natalina representa considerável acréscimo de carga na rede de energia, o que pode representar risco às instalações e às próprias pessoas. O alerta está sendo feito em Cascavel pela superintendência da Copel, que orienta para a necessidade de tomar o máximo de cuidado na montagem da decoração.
As chamadas luzinhas de Natal estão sendo cada vez mais popularizadas por causa do baixo custo. Conjuntos de 100 lâmpadas geralmente comprados no Paraguai podem ser vendidos em lojas de R$ 1,99, com ambulantes e nos chamados camelódromos. Muitas casas da cidade já se tornaram ponto de visitação, por exibir decoração com mais de 50 mil lâmpadas.
Neste caso, o consumo de energia pode chegar a 1,5 mil quilowatts/hora/mês - e um gasto de R$ 260,00 na fatura. Uma decoração mais modesta, mas vistosa, requer a utilização de pelo menos mil lâmpadas, o que resulta em consumo médio de 30 quilowatts/hora/mês (ao custo de R$ 5,25), o que é significativo na comparação com o consumo médio em outros períodos em casas de padrão médio - cerca de 160 quilowatts.
O técnico em medição da Copel Luiz Delfino Hackbart alerta que acrescentar esta carga em tomadas comuns pode resultar na queima da fiação elétrica. Para mais de um conjunto de luzinhas (cada um deles pode ter 100 ou 200 lâmpadas), é necessário utilizar conector (o T), o que faz com que a capacidade da tomada caia de 15 (que é a média) para 10 ampSres, o que é praticamente absorvido por apenas duas mil lâmpadas natalinas.


