Energias alternativas serão adotadas no PR já em janeiro
Um poste cuja lâmpada é acesa com uso de energia solar está instalado na Universidade Livre do Meio Ambiente, em Curitiba, desde a semana passada. Em Palmas, no Sul do Paraná, uma Fazenda Eólica começa a funcionar em janeiro para produzir energia com a força do vento. As novidades, que já são comuns na Europa, são algumas das alternativas de produção de energia que a Copel poderá usar no futuro para evitar problemas de abastecimento.
O poste foi instalado na Unilivre em caráter permanente. Por meio de um painel, a energia é captada e transportada a uma bateria, que, com 18 horas de sol, armazena energia para manter a lâmpada acesa por cinco ou seis noites.
A alternativa funciona bem e é uma atração na Universidade, mas ainda vai demorar para ser adotada na iluminação pública. Segundo o engenheiro da Copel Wilson Pizzatto, o que impede o uso em grande escala ainda é o custo dos painéis de captação da energia do sol. Dependendo do tamanho das placas, a energia conseguida com esse sistema pode ficar de cinco a dez vezes mais cara do que a gerada por uma hidrelétrica. Por isso, o uso deverá acontecer quando o valor das placas diminuir, daqui a alguns anos, explica. No entanto, algumas placas já estão funcionando em pontos isolados do litoral, como a Ilha de Superagui, para fornecer energia aos moradores.
Em relação ao uso da energia gerada com a força do vento, as perspectivas são melhores. Quando a Fazenda Eólica começar a funcionar em sua primeira fase em janeiro, em Palmas - a cidade foi escolhida depois de constatado que a região tem boa constância de ventos - , terá capacidade para gerar 2,5 megawatts de energia, a partir de cinco geradores. A quantidade de energia ainda não é muito significativa, mas será jogada na rede de distribuição.
Para Pizzatto, o que fica de bom na utilização da energia é a possibilidade que se abre para o futuro. De acordo com o engenheiro, todas as alternativas de produção de energia deverão ser aplicadas juntas em um futuro próximo. A demanda está aumentando e, além da geração via hidrelétrica, outras formas de geração serão necessárias para atender os moradores.Albari RosaUnilivre exibe poste que usa energia solar, mas opção ainda é caraEd Carlos Rocha





