O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2006) marcou este ano seu recorde nacional e também londrinense. No País, 3,7 milhões de candidatos enfrentaram as provas, enquanto Londrina registrou mais de 15 mil estudantes no teste que pode abrir as portas para a universidade.
O aumento de 24% no número de interessados em prestar o exame em relação à edição anterior tem como explicação a implantação, em 2005, do Programa Universidade para Todos (Prouni), já que um bom desempenho pode garantir bolsas de estudos integrais ou parciais (50%) nas universidades particulares, que aderiram ao programa.
Em Londrina, o número de candidatos também aumentou. Em 2005, cerca de 11 mil estudantes se inscreveram ao teste, sendo que, em 2006, aproximadamente 15 mil alunos fizeram a inscrição para o exame. As provas foram realizadas em 14 locais.
Algumas instituições de ensino superior também utilizam o resultado do Enem como seleção para o ingresso à graduação.
''Graças a Deus, as provas transcorrreram normalmente em Londrina. Garantimos uma tolerância de 15 minutos para que os candidatos atrasados não perdessem o exame. Acredito que a chance de ganhar bolsas de estudos também colaborou para aumentar o número de candidatos londrinenses'', avaliou um dos coordenadores do Enem em Londrina, professor Arnoldo Picelli, lembrando que os portões dos 11 locais de provas abriram às 13 horas, com encerramento previsto para às 17 horas.
O exame foi aplicado em 800 municípios do País e, em Londrina, os primeiros candidatos começaram a deixar as salas de provas por volta das 15 horas, horário mínimo para que entregassem os testes.
O estudante Jeferson Melo, 19 anos, foi o primeiro a deixar o Colégio Vicente Rijo (Área Central) e se disse confiante com o próprio desempenho, apesar de estar alguns anos sem estudar.
''Achei a prova boa. Acho o Enem importante porque é uma forma que temos de testar os nossos conhecimentos, já que penso em entrar numa universidade'', afirmou Melo.
A estudante Giovana Piteri, 20 anos, observou algumas diferenças na formulação das questões este ano, em relação às outras duas edições do Enem que participou.
''Achei que estava um pouco diferente. Antes as questões eram mais interdisciplinares, sendo que este ano são mais específicas, necessitando que o candidato tenha maior conhecimento'', avaliou Giovana.
Pelo menos oito candidatos londrinenses com necessidades especiais fizeram as provas em uma sala na Unifil.
O Enem é uma avaliação voluntária de alunos que cursam a terceira séria do ensino médio ou que já concluíram em anos anteriores. O objetivo é avaliar a qualidade da educação no Brasil.

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