Neste sábado (30), milhares de mulheres diagnosticadas com endometriose, seus familiares e simpatizantes da causa participam da EndoMarcha, movimento que acontece simultaneamente em mais de 70 países e que tem a finalidade de conscientizar sobre a doença e reivindicar direitos às mulheres com endometriose. “A marcha é um evento legítimo de reivindicação pelos nossos direitos, pelo diagnóstico precoce e pelo reconhecimento da endometriose como doença social, com a criação de políticas públicas para que o tratamento possa ser realizado pelo SUS”, afirma Carolina Salazar, capitã brasileira da EndoMarcha, jornalista e idealizadora do blog A Endometriose e Eu, no material de divulgação do evento.

No Brasil, o movimento acontece em 20 cidades, incluindo Londrina, Maringá e Curitiba. Os participantes se concentram às 9 horas e, às 10 horas, saem em caminhada. Em Londrina, o ponto de partida será o Calçadão, em frente ao Teatro Ouro Verde; em Maringá, o local de encontro será a ATI (Academia da Terceira Idade) do Parque do Ingá; e em Curitiba, a Boca Maldita.

Março é mundialmente reconhecido como o Mês da Conscientização da Endometriose e a EndoMarcha foi idealizada em 2014 como um movimento de empoderamento feminino que tem como principal objetivo dar voz às milhões de mulheres que sofrem com a doença. O Brasil é o país com mais cidades inscritas no mundo todo.

Segundo os organizadores, a partir da mobilização de mulheres, leis com foco na conscientização e disseminação de informações sobre a doença já começam a surgir nos estados de Roraima e São Paulo, além da cidade de Campo Grande (MS).

“Em Londrina, estamos na quinta edição da EndoMarcha e foi o movimento que permitiu que muitas mulheres com endometriose se encontrassem e conhecessem”, diz a coordenadora do movimento em Londrina, Kelly Cristina de Souza Klein. “Algumas mulheres chegaram ao diagnóstico por meio da conscientização que é feita na marcha”, comemora.

Em 2018, a partir da EndoMarcha, foi criado o grupo de apoio Endomulheres Londrina, que se reúne bimestralmente, além da mobilização nas redes sociais. “O foco é ajudar as mulheres, ter apoio mútuo. Temos levado profissionais de várias áreas porque a gente entende que a doença tem que ser vista com olhos interdisciplinares”, diz Klein.

Além da conscientização sobre a doença, um dos principais objetivos do movimento em Londrina, destaca a coordenadora, é a elaboração de um projeto de lei que institua uma semana de conscientização sobre a endometriose no município. “A doença ainda é pouco conhecida e divulgada.”(S.S.)

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