A Coordenação de Endemias de Londrina concentra, a partir desta quinta-feira (2), ações educativas e de combate ao mosquito Aedes aegypti no Parque Germano Balan (zona norte). De acordo com o 1º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (Liraa) de 2017, o bairro possui o maior índice de infestação na cidade. A cada 100 imóveis visitados pelos agentes de Endemias, 40 estavam com focos do mosquito.
Os trabalhos educativos desta quinta-feira (2) serão realizados em duas empresas, a partir das 9 horas. Os funcionários participarão de palestras, onde vão aprender sobre o ciclo evolutivo do Aedes aegypti, as doenças que ele pode transmitir e de que formas, quais os sintomas e meios de prevenção.
Segundo a educadora em Endemias da Secretaria de Saúde, além das ações educativas, dois agentes de Endemias farão visitas nas empresas, e em residências localizadas dentro dos comércios. "O objetivo é identificar e eliminar os possíveis criadouros do mosquito, como embalagens plásticas, tampas de garrafa, garrafas, entre outros. As ações devem ser realizadas paralelamente. Contamos com a participação de todos para conseguirmos diminuir o índice de infestação desse mosquito", explicou.
O Aedes aegypti é responsável por transmitir dengue, a febre chikungunya, o zika vírus e a febre amarela silvestre. "Importante lembrar que o mosquito possui uma área de alcance considerável. Então além dos próprios colaboradores das empresas, o risco de doenças atinge também os moradores de bairros próximos. E com esse treinamento através das palestras, nossa previsão é que eles deem continuidade ao trabalho", afirmou Lucimara.

LEVANTAMENTO
O índice médio do Liraa em Londrina ficou em 4,1%, colocando o município em estado de risco. Em relação aos últimos quatro anos, dentre os levantamentos feitos na mesma época, este foi o que obteve o menor índice. Mesmo assim, é acima do tolerado pela Organização Mundial da Saúde – 1%.
A região com o maior índice foi o centro com 5.81%, seguido pela norte com 4.14%, a sul com 3.71%, a leste com a 3.63% e a oeste com 3.58%. A maior parte dos criadouros do mosquito está nos domicílios, seja nos quintais ou nos cômodos das casas. Isso porque 73% deles estava em calhas entupidas, piscinas, potes de água para os animais, tanques e outros objetos deixados nos quintais. Outros 12% dos focos foram encontrados nos ralos de banheiros e lavanderias, vasos sanitários com pouco uso e vasos de plantas. O restante estava em terrenos baldios.
O levantamento foi realizado de 9 a 13 de janeiro, quando foram inspecionados 9 mil imóveis de 185 localidades da área urbana.

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