Londrina conta com 363 pontos estratégicos que possuem quantidade grande de criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. São mecânicas, borracharias, ferros-velhos, autódromo, recicladoras e cemitérios, entre outros. Nesses locais é feito um trabalho quinzenal de vistoria pelas equipes do setor de Endemias da secretaria municipal de Saúde.
De acordo com o coordenador de Endemias, Elson Belisário, seis equipes de fumacê fazem um trabalho intensivo em 90 destes pontos e passam inseticida mensalmente. ''Os demais locais não são grandes e recebem visita das equipes de fiscalização com frequência. Quando as agentes percebem que há necessidade elas chamam as equipes que fazem fumacê e aplicam inseticida'', afirmou.
Na manhã de ontem as equipes de fumacê com bombas costais estavam aplicando o produto nas vilas Recreio e Marísia, Área central. Hoje o trabalho será realizado nos jardins do Sol e Maracanã, na Zona Oeste, e no Jardim Interlagos, na Zona Leste.
No ano passado foram 1.175 casos confirmados no mês de janeiro, sendo que seis tiveram dengue com complicações e sete contraíram febre hemorrágica da dengue. Belisário explicou que a maior parte dos casos de dengue é registrada nos quatro primeiros meses do ano.
Atenção especial
Neste ano, em janeiro, foram notificados 347 casos suspeitos de dengue em Londrina. Apenas um caso foi confirmado, mas é importado, ou seja, o paciente contraiu a doença em outro estado. Dos casos suspeitos, 112 são de moradores da Zona Norte, 70 da Zona Sul, 67 da Zona Leste, 64 na Zona Oeste, 24 da Área Central dez da Zona Rural. As informações foram repassadas pelo setor de Endemias.
Os bairros ondem moram as pessoas com suspeita de dengue recebem atenção especial da equipe de Endemias da secretaria municipal de Saúde. Segundo Belisário, a orientação do Ministério da Saúde é que seja aplicado inseticida (fumacê) onde há casos da doença. ''Para nós, quando há suspeita já é feita a intensificação. Não podemos ficar esperando o resultado para depois começar os trabalhos'', disse.
Belisário explicou que enquanto não sai o resultado do exame é feita uma aplicação do fumacê e que se o resultado der positivo uma área de 300 metros nas imediações do foco recebe três aplicações, uma por semana. ''Não passamos o fumacê aleatoriamente. Se a equipe está em determinado bairro é porque existe suspeita no local'', destacou.
Além do fumacê também são realizadas visitas nos quintais e aplicação do inseticida. ''Estas são ações de rotina, se não fizermos a remoção mecânica, o fumacê não resolve'', ressaltou Belisário. Ele afirmou que o município está dando prioridade para a aplicação do fumacê portátil em vez do pesado.
''Com as bombas costais o agente consegue trabalhar mais perto do mosquito; ele tem condições de direcionar as bombas sobre os muros altos e temos inclusive a possibilidade de entrar nos quintais quando há necessidade'', disse o coordenador de Endemias. Conforme ele, como o fumacê pesado é aplicado pelos carros, existem algumas barreiras físicas que impedem que o produto entre nas casas. ''Carros estacionados nas ruas já dificultam a ação do produto'', completou.

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